Irã prende líderes dos distúrbios e acusa Mossad: Operação resulta na captura de 154 envolvidos

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O Irã anunciou a prisão de líderes dos distúrbios que ocorreram recentemente no país e citou a Mossad como uma das agências envolvidas. De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana, o agente detido tinha contatos no exterior e era responsável por criar ‘células terroristas’ para estimular a agitação no país. A operação de inteligência resultou na captura de 154 líderes e organizadores dos distúrbios, incluindo o principal líder ligado à agência de inteligência israelense Mossad.

O comunicado divulgado pela Organização de Inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) revelou que os detidos, incluindo o líder mencionado, desempenharam papéis fundamentais no planejamento, organização e direção dos ataques. O agente preso transferiu informações sensíveis sobre figuras e instalações militares e judiciais para serviços de espionagem estrangeiros em troca de dinheiro. O comunicado ressaltou que houve planos de ataques a essas instalações.

Além disso, o IRGC no Khuzistão também anunciou a prisão de líderes envolvidos nos distúrbios naquela província. Facas e armas de fogo foram apreendidas com os detidos, que estavam implicados em diversos atos de violência, incluindo o incêndio de mesquitas e locais de culto, assassinatos de civis e destruição de propriedades públicas e privadas. As autoridades afirmaram que esses indivíduos receberam ordens de agências de inteligência estrangeiras para cometer esses atos.

Os distúrbios relatados no Irã incluíram ataques contra agentes de segurança, danos a propriedades públicas e privadas, incêndios criminosos e profanação de locais de culto religioso. O governo iraniano destacou a gravidade da situação e a necessidade de garantir a segurança pública diante desses eventos. Além disso, denunciou o envolvimento de agências de inteligência dos Estados Unidos e de Israel na organização desses atos de violência.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis pelos distúrbios, afirmando que “milhares” foram mortos devido à influência desses países. Khamenei fez essa declaração em um discurso em que afirmou que o presidente dos EUA encorajou abertamente os protestos e que os Estados Unidos e Israel prestaram assistência aos manifestantes. Ele considerou Trump um criminoso e enfatizou a culpabilidade desses países nos eventos recentes no Irã.

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