Wagner Moura revelou em uma entrevista que o filme O Agente Secreto, que está sendo cotado para o Oscar 2026, não teria sido criado se não fosse pela eleição de Jair Bolsonaro. O ator compartilhou que a ascensão do ex-presidente ao poder foi fundamental para a concepção do filme. Segundo Wagner Moura, a perplexidade diante dos acontecimentos no Brasil entre 2018 e 2022 foi o ponto de partida para a criação da obra, em parceria com Kleber Mendonça Filho.
Em uma premiação em Cannes, Wagner Moura fez um agradecimento irônico ao ex-presidente Bolsonaro, destacando que a eleição do político trouxe de volta valores da ditadura militar para o Brasil contemporâneo. O ator ressaltou a importância de preservar a memória do passado brasileiro e comemorou a prisão do ex-presidente, afirmando que essa situação poderia representar uma nova fase para os jovens do país.
Durante a entrevista, Wagner Moura enfatizou que Bolsonaro, eleito democraticamente, trouxe consigo ideais que remetem à ditadura militar no Brasil do século 21. O ator também abordou a questão da lei de anistia que permitiu que as pessoas esquecessem as atrocidades cometidas durante o regime militar. Para ele, a figura de Bolsonaro surgiu como resposta a essa lacuna na memória histórica do país.
Ao discutir sobre o filme O Agente Secreto e sua relação com o contexto político atual do Brasil, Wagner Moura expôs sua visão crítica em relação ao governo de Bolsonaro. O ator destacou que o longa-metragem foi fortemente influenciado pela conjuntura política e social do país, ressaltando a importância da arte como forma de reflexão e denúncia.
A atitude de Wagner Moura em associar a existência do filme O Agente Secreto à eleição de Jair Bolsonaro certamente gerou repercussão, ampliando o debate sobre o papel dos artistas no cenário político atual. Suas declarações reafirmam a importância da arte como instrumento de resistência e crítica, especialmente em contextos de transformação e instabilidade política.
Com a possibilidade do filme O Agente Secreto concorrer ao Oscar, a declaração de Wagner Moura sobre a influência de Bolsonaro no processo de criação da obra adquire ainda mais relevância. O cenário conturbado da política brasileira se reflete na produção cultural do país, evidenciando as interseções entre arte, história e sociedade. A discussão promovida por Wagner Moura estimula reflexões sobre o papel do cinema como meio de expressão e resistência.



