A disputa pelo espólio eleitoral deixado por Eduardo Bolsonaro (PL) em São Paulo expôs um racha no partido e revelou uma rivalidade no bolsonarismo, incluindo membros da própria família. Com a cassação de Eduardo e sua permanência nos Estados Unidos, uma guerra interna por espaço, alianças e controle do palanque em 2026 foi deflagrada. Sem o ex-deputado, que liderava as pesquisas, ao menos seis nomes surgiram como alternativas. Aliados consideram improvável seu retorno ao Brasil este ano, já que ele é réu no STF. Do exterior, Eduardo tenta manter influência indicando Gil Diniz para o Senado. Enquanto isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trabalha para fortalecer o PL Mulher. Jair Bolsonaro ainda não manifestou preferência entre os diversos postulantes. A direção do partido prevê uma decisão até o Carnaval para evitar candidaturas fora de controle.



