Mãe é presa por espancar filhas adolescentes no meio da rua após elas se recusarem a acompanhá-la em festa, no Paraná
Enquanto agredia as filhas, mulher também gritou insultos racistas para uma das adolescentes. Ela vai responder pelos crimes de lesão corporal no âmbito doméstico e injúria racial. Adolescentes foram espancadas pela mãe após se recusarem a ir a festa, no Paraná. Uma mãe foi presa por espancar duas filhas adolescentes no meio da rua em Centenário do Sul, no norte do Paraná. DE apurou que as agressões aconteceram depois que as jovens, que têm 12 e 15 anos, se recusaram a acompanhar a mãe em uma festa em Jaguapitã, cidade a pouco mais de 45 km do local.
A agressão foi registrada por câmeras de segurança. Enquanto batia nas filhas, a mulher chegou a chamar uma das adolescentes de “macaca”. DE optou por não expor o vídeo da agressão e não divulgar o nome da mulher para preservar a identidade das vítimas, que são adolescentes.
Em um documento do processo obtido pelo DE, consta que as jovens foram agredidas
com socos, tapas e empurrões e depois buscaram ajuda na casa da avó. Essas
agressões foram filmadas por testemunhas. Durante a noite, a avó e as netas
encontraram a mãe das adolescentes em outra festa na região.
Na ocasião, a mãe agrediu as jovens novamente e forçou a entrada delas em um
carro. Contudo, as adolescentes conseguiram fugir a pé e buscaram abrigo na casa
de uma conselheira tutelar.
No dia seguinte, a Polícia Militar acompanhou as vítimas até a casa da mãe, para
que elas pudessem retirar objetos pessoais.
No local, a mulher foi encontrada desacordada e a polícia suspeita que estivesse
bêbada e sob efeito de drogas. Ao acordar, ela PM relatou que a mulher
apresentou “comportamento extremamente alterado” e ameaçou a conselheira
tutelar.
As adolescentes foram transferidas para outra cidade, aos cuidados da avó. Segundo o Conselho Tutelar, as vítimas já tinham saído de casa em outras ocasiões por estarem em situação de violência recorrente.
O caso aconteceu no dia 10 janeiro e chegou à Polícia Civil (PC-PR) e ao Ministério Público (MP-PR). Os órgãos consideraram que as adolescentes estavam em um ambiente de risco e representaram pela prisão preventiva da mulher, que foi decretada no dia 13 de janeiro. A mãe das adolescentes vai responder pelos crimes de lesão corporal no âmbito doméstico e injúria racial. “A reiteração criminosa é evidente e o comportamento da representada — que perseguiu as filhas em local público e ameaçou agentes de proteção — demonstra que medidas menos gravosas são insuficientes. A liberdade da genitora representa risco imediato à vida e à dignidade das menores, que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade”, consta no documento.




