Adolescente achada morta foi homenageada em formatura em SC enquanto estava desaparecida; leia discurso
Corpo de Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi encontrado em uma pequena cidade pouco mais de 45 dias após desaparecer em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.
A jovem Isabela Miranda Borck, de 17 anos, encontrada morta após ficar 45 dias desaparecida em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, chegou a ser homenageada pelo colégio onde estudava enquanto ainda era procurada.
O corpo dela foi encontrado na última sexta-feira (16) em uma área de mata em Caraá (RS), cidade a mais de 470 quilômetros de onde foi vista pela última vez. O pai dela e suspeito do crime havia sido preso em dezembro, após fugir para Maracaju (MS). Na semana passada, ele foi transferido para Itajaí. As investigações continuam.
Natural de Jaraguá do Sul, no Norte do estado, Isabela morava em Itajaí com a mãe e o irmão e tinha acabado de concluir o Ensino Médio. No discurso de formatura, a escola lembrou a personalidade calma da jovem, seu talento para desenho e ressaltou o carinho da comunidade escolar por Isabela.
O pai da adolescente agiu por vingança, segundo a investigação. O homem, que não teve o nome divulgado, havia sido condenado pelo estupro da filha pouco antes do início das buscas. De acordo com o delegado Roney Péricles, embora ele não tenha confessado, as investigações indicam que havia intenção de matar a adolescente e que o crime ocorreu ainda em Itajaí.
Em depoimento à Polícia Civil, o homem, que estava morando em Caraá (RS) na época do desaparecimento, disse que foi até a casa da vítima em Itajaí, após a condenação, para sequestrar a filha e a mãe dela para o Rio Grande do Sul e entender por que estava respondendo àquele processo.
Quando chegou na casa onde a vítima morava com a mãe e o irmão, no entanto, acabou desistindo de levar a mulher. “Segundo ele, enquanto ele estava ali observando o movimento da casa, viu que a mãe havia saído para trabalhar”.
A menina teve as mãos amarradas, segundo o depoimento, e foi levada de carro para o Rio Grande do Sul. O homem teria posicionado as pedras para bloquear qualquer visão do local. “Verificamos que ficou uma coisa realmente muito bem executada no sentido de buscar ocultar o corpo da vítima”, informou. O suspeito responde por feminicídio e ocultação de cadáver.




