A pressão do setor automotivo brasileiro contra a BYD tem como principal argumento a preocupação com a perda de empregos e impactos na cadeia produtiva. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que a concessão do pedido da BYD poderia afetar não apenas as montadoras, mas também as empresas fornecedoras, os trabalhadores, a engenharia nacional, a academia e o poder público. O embate teve início em 2025, quando a BYD solicitou a redução do imposto de importação para veículos desmontados até a inauguração de sua fábrica na Bahia. As maiores montadoras do país se opuseram à proposta, enviando carta ao presidente Lula para alertar sobre possíveis riscos de concorrência desleal. Após intensas negociações, a Camex decidiu isentar o imposto por seis meses, mas antecipar o fim definitivo da isenção para kits CKD/SKD. Embora não haja pedido formal de renovação do incentivo, fontes afirmam que há pressões nos bastidores para extensão do regime por mais seis meses, sob influência do ministro Rui Costa, articulador da fábrica da BYD na Bahia.




