Projeto do Cinturão de Segurança de R$ 4 milhões em Bangu

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‘Cinturão de segurança’: conheça o projeto para muralha de 4 km ao redor dos presídios de Bangu, com custo de quase R$ 4 milhões

Projeto da SEAP prevê barreira física de alta segurança ao redor do Complexo de Gericinó para reforçar a vigilância e conter ameaças externas ligadas ao crime organizado.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro planeja implantar um cinturão de segurança no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da capital. O projeto, elaborado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), prevê a construção de uma barreira física de cerca de quatro quilômetros de extensão, com investimento estimado em R$ 3,9 milhões, para reforçar a proteção do maior complexo prisional do país.

A proposta tem como objetivo ampliar a segurança nos arredores das unidades prisionais, reduzir vulnerabilidades e modernizar a vigilância externa do complexo, que concentra cerca de 24,5 mil presos. O Complexo Penitenciário de Gericinó abriga 22 unidades prisionais, três hospitais penitenciários e uma Unidade Materno-Infantil.

Policiais penais frustram plano de fuga no Complexo de Gericinó

O processo de licitação para a execução da obra está em tramitação interna, seguindo os ritos administrativos previstos em lei.

Principais informações do projeto:

– Extensão do cinturão: cerca de 4 km (3.750 metros em medições preliminares)
– Local: Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste
– Investimento estimado: R$ 3,8 milhões
– Prazo de execução: até 8 meses
– Altura da estrutura: entre 3 e 3,60 metros, conforme o terreno
– Objetivo: reforçar a segurança e ampliar a vigilância externa
– Situação: licitação em fase de trâmite administrativo

DETALHES DO CINTURÃO

De acordo com o projeto, o cinturão de segurança será uma estrutura contínua ao redor do Complexo de Gericinó. O projeto prevê uma fundação em concreto armado, com viga baldrame, base de alvenaria em blocos de concreto preenchidos e acabamento com pintura impermeabilizante.

Sobre essa base, serão instalados mourões curvos de concreto armado, com altura útil de 2,5 metros e espaçamento médio de três metros, além de rede laminada galvanizada em malha tipo losango, com lâminas de 38 milímetros.

No topo da estrutura, o projeto inclui uma barreira de proteção do tipo concertina dupla, com diâmetro de 450 milímetros, em aço galvanizado. Segundo a Seap, o cinturão também contará com concertinas eletrificadas e sensores de presença por infravermelho, capazes de identificar movimentações suspeitas no perímetro externo do complexo.

ORÇAMENTO

O valor total estimado da obra é de R$ 3,8 milhões, já incluindo Benefícios e Despesas Indiretas (BDI). Sem o BDI, o custo previsto é de R$ 3,3 milhões. O custo médio calculado no projeto é de R$ 972 por metro quadrado. Os maiores gastos estão concentrados em:

– Alvenaria e divisórias: R$ 1.229.208,39 (31,58% do total)
– Estruturas: R$ 994.422,32 (25,55%)
– Administração local: R$ 324.118,96 (8,33%)
– Movimento de terra: R$ 310.724,91 (7,98%)

O orçamento também inclui serviços de terraplenagem, urbanização, revestimentos, fornecimento de materiais e custos administrativos necessários para a execução da obra.

CRONOGRAMA

O prazo estimado para a conclusão do cinturão de segurança é de oito meses a partir do início das obras, conforme o cronograma técnico apresentado.

Em nota, a Seap informou que o projeto integra um plano emergencial de reforço da blindagem física do Complexo de Gericinó e que o cronograma definitivo será consolidado após a conclusão do processo licitatório. A secretaria afirma que a necessidade do reforço no perímetro do conjunto de presídios está relacionada ao crescimento desordenado de áreas dominadas pelo narcotráfico e às disputas territoriais entre facções criminosas e milícias no entorno do complexo. Segundo a SEAP, esses fatores aumentam o risco de tentativas de invasão, resgates de presos e ações contra agentes penitenciários.

TENTATIVA DE FUGA FRUSTRADA

Em dezembro do ano passado, criminosos planejaram uma ação criminosa no conjunto de presídios de Bangu. Policiais penais frustraram, na madrugada de um domingo, uma tentativa de fuga no Complexo Penitenciário de Gericinó que contou com apoio externo. Segundo a Seap, o grupo que daria suporte aos detentos acabou se dirigindo à unidade errada e foi flagrado no entorno do Presídio Lemos de Brito, onde a movimentação suspeita foi dispersada com um tiro de advertência. No local, os agentes apreenderam ferramentas usadas para cortar estruturas metálicas e uma escada improvisada. Dentro do Presídio Nelson Hungria, quatro presos chegaram a iniciar o corte das grades das celas e foram transferidos para a Penitenciária de Segurança Máxima Bangu 1.

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