Os Estados Unidos decidiram enviar caças à Groenlândia para participar de exercícios da Otan, mesmo diante das constantes ameaças feitas pelo presidente Donald Trump ao território. A notícia foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad). Os militares americanos devem optar por modelos avançados F-35, para a base que está localizada no extremo norte da ilha ártica.
Enquanto Trump faz ameaças, países europeus aliados dos Estados Unidos na Otan enviaram soldados e equipamentos militares para participar do exercício de última hora. A Otan é composta pelos Estados Unidos, Canadá e diversos países europeus que, embora façam parte da organização, nem sempre têm a mesma posição em relação a determinados assuntos.
Segundo informações da Folha, a operação na Groenlândia está sendo realizada de forma rotineira em colaboração com as forças dinamarquesas. O governo da Groenlândia também foi informado sobre a ação, mas não foram divulgados detalhes sobre o número de caças e pessoal envolvidos. Outros países europeus, como Alemanha, França, Suécia, Noruega, Holanda, Finlândia e Reino Unido, juntaram-se à Dinamarca, que tem o maior contingente com cerca de 120 militares.
A Groenlândia é estrategicamente posicionada entre os Estados Unidos e a Rússia e possui vastas reservas naturais, incluindo metais variados, petróleo e gás. Apesar desse potencial, comunidades locais resistem à exploração de combustíveis fósseis devido a preocupações ambientais. Os recentes movimentos de Trump têm despertado preocupação, especialmente em relação aos conflitos na América do Sul e no Irã.
O governo dos Estados Unidos vem adotando uma postura unipolar que entra em confronto com movimentos multilaterais liderados por países como China, BRICS e nações do Sul Global. A hegemonia americana corre risco diante da resistência de outros países e da falta de apoio em organismos internacionais. O cenário geopolítico global está em constante transformação, e os EUA terão que se adaptar a essa nova realidade para manter sua influência internacional.




