Mãe que espancou filhas no PR responde a processo por agressão: novas acusações e audiência marcada

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Garfada no braço, mordidas e tapas: mãe que espancou filhas no PR responde a processo anterior por agressão às adolescentes

Caso ocorreu em outubro de 2024 e foi denunciado pelo Ministério Público. Nesse caso, ela virou ré pelo crime de lesão corporal no âmbito doméstico e deve passar por audiência em março deste ano.

Adolescentes foram espancadas pela mãe após se recusarem a ir a festa, no Paraná. — Foto: Reprodução

A mulher presa por espancar as duas filhas no meio da rua em Centenário do Sul, no norte do Paraná, também está respondendo a outro processo por ter agredido as mesmas adolescentes há pouco mais de um ano.

O DE apurou que o caso aconteceu em outubro de 2024, quando a mãe agrediu as filhas com uma garfada no braço, mordidas e tapas no rosto. As adolescentes tiveram “múltiplas lesões corporais”, como escoriações e hematomas, e o caso foi registrado na Polícia Civil (PC-PR).

Por conta deste caso, em junho de 2025, a mulher foi denunciada pelo Ministério Público (MP-PR) pelos crimes de lesão corporal no âmbito doméstico, qualificado por motivo fútil. Também foi solicitado pelo órgão que cada uma das vítimas receba uma indenização de R$ 5 mil por danos morais.

A denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário no mês seguinte. A previsão é de que a audiência sobre caso seja realizada em março deste ano.

No dia 10 de janeiro deste ano, as vítimas foram novamente agredidas pela mãe, desta vez, no meio da rua. O DE apurou que as agressões aconteceram depois que as jovens, que têm 12 e 15 anos, se recusaram a acompanhar a mãe em uma festa em Jaguapitã, cidade a pouco mais de 45 km do local.

A agressão foi registrada por câmeras de segurança. Enquanto batia nas filhas, a mulher chegou a chamar uma das adolescentes de “macaca”.

O DE optou por não expor o vídeo da agressão e não divulgar o nome da mulher para preservar a identidade das vítimas, que são adolescentes.

Em um documento do processo obtido pelo DE, consta que as jovens foram agredidas com socos, tapas e empurrões e depois buscaram ajuda na casa da avó. Essas agressões foram filmadas por testemunhas. Durante a noite, a avó e as netas encontraram a mãe das adolescentes em outra festa na região.

Na ocasião, a mãe agrediu as jovens novamente e forçou a entrada delas em um carro. Contudo, as adolescentes conseguiram fugir a pé e buscaram abrigo na casa de uma conselheira tutelar.

No dia seguinte, a Polícia Militar (PM-PR) acompanhou as vítimas até a casa da mãe, para que elas pudessem retirar objetos pessoais.

No local, a mulher foi encontrada desacordada e a polícia suspeita que estivesse bêbada e sob efeito de drogas. A PM relatou que a mulher apresentou “comportamento extremamente alterado” ao acordar e também ameaçou a conselheira tutelar.

As adolescentes foram transferidas para outra cidade, aos cuidados da avó. Segundo o Conselho Tutelar, as vítimas já tinham saído de casa em outras ocasiões por estarem em situação de violência recorrente.

A Polícia Civil (PC-PR) e ao Ministério Público (MP-PR) consideraram que as adolescentes estavam em um ambiente de risco e representaram pela prisão preventiva da mulher, que foi decretada no dia 13 de janeiro.

A mãe das adolescentes segue presa e, neste caso, está respondendo pelos crimes de lesão corporal no âmbito doméstico e injúria racial.

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