A China não é só a fábrica do mundo, mas sim um dos maiores mercados – e aberto a todos”, diz He Lifeng em Davos
Em discurso em Davos, o vice-premiê chinês defendeu cooperação “ganha-ganha e prometeu ampliar importações, investimentos e transição verde
Em Davos, o vice-premiê chinês He Lifeng afirmou que a China não pretende ser vista apenas como a “fábrica do mundo”, mas como um dos maiores mercados globais, disposto a ampliar compras, investimentos e parcerias com empresas e governos estrangeiros. Em seu discurso, ele enfatizou a importância do multilateralismo econômico e da cooperação internacional, particularmente em um contexto de crescimento econômico lento, desigualdade crescente e desafios para alcançar metas de desenvolvimento sustentável.
He Lifeng iniciou seu discurso ressaltando a desaceleração da economia mundial, citando projeções do Fundo Monetário Internacional que indicam um crescimento de 3,1% em 2026, abaixo da média pré-pandemia. Ele também apontou que a desigualdade está aumentando e que metas importantes de desenvolvimento sustentável podem não ser alcançadas até 2030, de acordo com relatórios das Nações Unidas. A ênfase de He Lifeng foi na necessidade de uma abordagem coletiva e equilibrada para promover o desenvolvimento econômico.
Durante seu discurso, He Lifeng criticou a ideia de que o comércio internacional é uma competição de soma zero, onde há vencedores e perdedores. Ele defendeu a importância de “fazer o bolo crescer juntos” e resolver questões em colaboração, em vez de transformar disputas econômicas em conflitos permanentes. O vice-premiê enfatizou o compromisso da China em promover a “prosperidade comum” com seus parceiros comerciais, buscando um equilíbrio entre importações e exportações.
He Lifeng abordou também a relação econômica entre China e Estados Unidos, descrevendo-a como marcada por altos e baixos nos últimos tempos. Ele destacou a importância do respeito mútuo, da coexistência pacífica e da cooperação para manter um relacionamento estável entre os dois países. He Lifeng enfatizou que a cooperação beneficia ambas as partes, enquanto o confronto é prejudicial, e defendeu o diálogo como forma de superar divergências e mal-entendidos.
Ao oferecer números sobre a economia chinesa, He Lifeng destacou os avanços em reformas, abertura e desenvolvimento do mercado consumidor nos últimos cinco anos. Ele ressaltou o crescimento médio anual de cerca de 5,4% e o papel significativo da economia chinesa no crescimento global. He Lifeng reconheceu os desafios enfrentados pelo país, mas os considerou como parte do processo de transformação e transição econômica.
He Lifeng discutiu ainda o plano quinquenal da China e a ênfase na expansão da demanda doméstica, destacando o potencial de crescimento do consumo interno. Ele ressaltou a importância da inovação e da cooperação tecnológica para impulsionar setores-chave da economia chinesa. Além disso, o vice-premiê reafirmou os compromissos da China com a transição verde e o cumprimento de metas climáticas, incluindo a neutralidade de carbono até 2060.
Para concluir, He Lifeng reforçou a importância do diálogo e da cooperação econômica na construção de um futuro mais estável e inclusivo para a economia global. Ele enfatizou a necessidade de solidariedade entre os países e destacou a relevância do Fórum de Davos como um espaço de sabedoria e colaboração. A mensagem final de He Lifeng foi de apoio à abertura e cooperação para promover um caminho sustentável para a economia global.




