Guerra do tráfico impõe supostas restrições de circulação e altera itinerário de
ônibus em comunidades de BH
Sensação de medo e insegurança na região tem aumentado em meio a uma escalada de
violência, mortes e disputas de traficantes na Vila Cemig e no Conjunto
Esperança.
Linhas de ônibus 319 e 332 mudam itinerário por causa de violência no Barreiro
Uma guerra entre traficantes mudou a rotina na Vila Cemig e no Conjunto
Esperança, em Belo Horizonte, nesta semana. A prefeitura chegou a alterar o itinerário das linhas que atendem as comunidades depois que supostas restrições de circulação foram impostas por criminosos locais.
A sensação de medo e insegurança na região tem aumentado em meio a uma escalada de violência, mortes e disputas pelo controle do tráfico de drogas desde dezembro do ano passado, quando duas pessoas foram mortas e nove baleadas em uma quadra de futebol. No início de janeiro, um homem também foi assassinado por engano por bandidos.
No último domingo (18), mensagens atribuídas a criminosos foram enviadas para moradores pelo WhatsApp. Um dos avisos divulgados por meio das redes sociais dizia:
> “Qualquer carro que entrar na Vila Cemig deve abaixar o farol e acender a luz interna. Quem não seguir esse procedimento será visto como ameaça e será monitorado. Moradores do conjunto, se puderem evitar nossa comunidade, evitem”.
Procurada pela TV Globo, a Polícia Militar informou que apura a veracidade e autoria do conteúdo, não havendo, até o momento, “confirmação oficial sobre a origem da mensagem ou eventual vinculação a facções criminosas de outros estados”.
Ao Diário do Estado, moradores relataram, de forma anônima, que as disputas afetaram a vivência nas comunidades e o acesso a serviços básicos, como saúde e transporte público.
Na segunda-feira (19), a Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que as linhas do transporte metropolitano 332 e 319 tiveram o itinerário alterado por “questões de segurança” na Região do Barreiro. A administração municipal também disse que a Polícia Militar foi acionada para garantir condições seguras para a retomada da rota habitual.
Recentemente, a Vila Cemig e o Conjunto Esperança passaram por episódios de violência devido a disputas pelo tráfico de drogas na região. Em dezembro do ano passado, um confronto armado entre grupos rivais terminou com duas pessoas mortas e nove baleadas em uma quadra de futebol. Os suspeitos do crime vestiam uniformes da Polícia Civil para confundir a ação da Polícia Militar. Distintivos, pistolas e fuzis foram apreendidos pela PM.
No último 11 de janeiro, um homem morreu depois de um ataque na Vila Cemig. Ele tinha 41 anos e não era o alvo dos criminosos, mas foi atingido por engano e não resistiu aos ferimentos.




