Perdigão disse que se aproximou do policial militar que o agrediu DEapenas para cumprimentá-lo após uma partida do Campeonato Paranaense, em Curitiba, no domingo (18). Segundo ele, a abordagem foi pacífica e sem qualquer provocação. O ex-jogador de futebol Cleilton Eduardo Vicente, conhecido como Perdigão, afirmou que a situação foi constrangedora e dolorosa. Ele relatou que se aproximou de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizá-lo pelo serviço e desejar boa noite, mas sem explicação, foi atacado com um cassetete.
A agressão ocorreu após o jogo entre São Joseense e Operário-PR, na Vila Capanema. O policial militar, cujo nome não foi divulgado, foi afastado das ruas de acordo com a Polícia Militar (PM-PR). Perdigão, que foi campeão mundial pelo Internacional em 2006, é natural de Curitiba, possui 48 anos e jogou em clubes como Corinthians, Athletico Paranaense e Vasco. Fotografias mostrando hematomas por todo o corpo do ex-atleta foram divulgadas em suas redes sociais, junto com vídeos do ocorrido. Nas postagens, ele descreveu o episódio como constrangedor.
Ele alegou ter tentado se afastar para evitar problemas, não reagiu às agressões e não foi rude. A Polícia Militar instaurou um procedimento interno para investigar o incidente. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) manifestou apoio a Perdigão, reforçando a relação de respeito e amizade do ex-jogador com a entidade. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), também se pronunciou sobre o caso, afirmando que não compactua com excessos e que a polícia existe para proteger e respeitar o cidadão.
O ocorrido levantou questionamentos sobre a conduta policial e a relação entre segurança pública e cidadãos no estado do Paraná. O episódio também gerou indignação nas redes sociais, com diversas manifestações de repúdio à agressão sofrida por Perdigão. A nota da Polícia Militar ressaltou que a conduta relatada não condiz com o preparo e o trabalho das forças de segurança do Paraná. A investigação em andamento busca esclarecer as circunstâncias da agressão e tomar as medidas cabíveis em relação ao policial militar envolvido.




