Eleições 2026: Ministros deixam governo para concorrer; veja planos para ampliar base aliada no Congresso

eleicoes-20263A-ministros-deixam-governo-para-concorrer3B-veja-planos-para-ampliar-base-aliada-no-congresso

Eleições 2026: ministros devem sair do governo para disputar eleições; veja as pretensões

Cerca de 20 ministros devem deixar o governo nos próximos meses. Governo busca ampliar a base aliada no Congresso Nacional em um eventual quarto mandato de Lula.

Com a proximidade do início oficial da campanha eleitoral de 2026, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começam a planejar estratégias e traçar objetivos eleitorais para as próximas eleições.

Ao menos 20 ministros devem sair do governo nos próximos meses. Entre eles estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT); a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT).

Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação, 4 de abril.

O governo busca ampliar a base aliada no Congresso Nacional em um eventual quarto mandato de Lula.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que tem conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre seu futuro político e eventual candidatura nas eleições deste ano.

Haddad afirmou que não pretende se candidatar para o pleito de outubro, mas não descartou a possibilidade de participar da disputa. O PT tem defendido que ele concorra ao governo de São Paulo. Outra possibilidade seria tentar uma vaga no Senado.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. Inicialmente, Gleisi planejava concorrer à reeleição como deputada federal, mas a pedido do presidente Lula, a ministra mudou os planos.

Outros ministros cotados para disputar vaga na casa Alta são: Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento; Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil; Marina Silva (Rede), ministra do Meio Ambiente; Carlos Fávaro (PSD), ministro da Agricultura e Pecuária; Silvio Costa Filho (Republicanos), ministro de Portos e Aeroportos.

O governo avalia como estratégica a ampliação de sua bancada no Senado, já que a Casa desempenha funções centrais. Para a oposição, a Casa tem relevância por ser a responsável por sabatinar e aprovar indicações ao Supremo, além de ter a atribuição de abrir e analisar processos de impeachment contra magistrados.

Já para o governo, a análise é que manter a predominância de cadeiras aliadas ao governo pode diminuir “solavancos” em um futuro quarto mandato do petista.

No próximo ano, cada estado terá direito a eleger dois senadores. Ao todo, serão 54 cadeiras em competição — o que equivale a dois terços da Casa.

O ministro da Educação, Camilo Santana, deixou em aberto a possibilidade de sair da pasta até abril – prazo final para deixar o cargo e disputar as eleições deste ano. Camilo afirmou que tem até março para tomar a decisão, mas argumentou que o cargo o deixa distante do estado que governou e do qual foi eleito senador em 2022.

O ministro disse ainda que se sair do governo, será para trabalhar nas campanhas de reeleição de Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas. Santana foi eleito senador em 2022 para mandato de oito anos, mas se licenciou do cargo para assumir o ministério da Educação.

Em resumo, as eleições de 2026 prometem ser um grande desafio para o governo, que busca manter e ampliar sua base aliada no Congresso Nacional. A saída de mais de 20 ministros do governo para disputar cargos eletivos pode impactar nas estratégias políticas, tanto para o atual presidente como para a oposição. A movimentação dos ministros e a busca por novas cadeiras no Senado tornam esse cenário eleitoral ainda mais dinâmico e imprevisível. Acompanhar as decisões e escolhas dos políticos nos próximos meses será fundamental para entender o rumo que a política brasileira poderá tomar nos próximos anos.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp