Falso médico preso no litoral de SP diz que agiu a mando de sócio que cedeu o CRM; entenda
Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Wellington Augusto Mazini por estelionato, perigo para a vida, exercício ilegal da medicina e falsidade material. Ele foi preso enquanto fazia um atendimento em um hospital de Cananéia (SP), utilizando o CRM de um médico de quem é sócio.
Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia — Foto: Redes sociais
Wellington Augusto Mazini, o empresário preso após se passar por médico em um hospital em Cananéia, no litoral de São Paulo, alegou à Justiça que agiu a mando do verdadeiro profissional, sócio dele, cujo CRM utilizava nos atendimentos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP-SP).
O empresário foi preso em 7 de janeiro e teve um pedido de soltura negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que considerou que a sua liberdade representava um risco à sociedade. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou que abriu sindicância para apurar o caso.
Conforme apurado pelo DE, Wellington alegou às autoridades, por meio da defesa, que agiu a mando do verdadeiro médico e, inclusive, receberia R$ 1,5 mil por se passar pelo profissional na unidade de saúde.
O MP-SP denunciou o empresário pelos crimes de estelionato, perigo para a vida, exercício ilegal da medicina e falsidade material. As penas, somadas, podem chegar a 13 anos de prisão. O advogado Celino Netto, que representa Wellington no caso, afirmou que a denúncia foi “inflada”.
Netto acrescentou que o caso se encontra em fase inicial, com diligências pendentes. “Confiamos que, com o regular andamento da ação penal, os fatos serão corretamente delimitados e analisados pelo Poder Judiciário”, destacou.
De acordo com a defesa, o empresário alegou ter agido sob o consentimento e mando do médico, de quem é sócio em uma clínica na capital paulista. Segundo o advogado, Wellington afirmou ser estagiário do profissional há quatro anos e o acompanha em clínicas de Santos e São Paulo.
Wellington alegou, por meio da defesa, que cursava o quinto ano de Medicina da Faculdade Estácio de Sá. Segundo o relato, há oito meses o estudante fazia especialização em ultrassonografia e auxiliava o médico habilitado. Procurada, a instituição não enviou um posicionamento até a publicação desta reportagem.




