Síndica de prédio em Samambaia é agredida por moradoras devido a conta de água: caso investigado pela Polícia Civil no Distrito Federal

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VÍDEO: síndica de prédio é ameaçada e agredida por causa de conta de água no Distrito Federal

Segundo relatos, moradoras impediram trabalho de técnicos da Caesb. Caso é
investigado pela Polícia Civil.

Moradora agride síndica de prédio em Samambaia, no Distrito Federal

A síndica de um prédio em Samambaia, no Distrito Federal, foi ameaçada e agredida por duas moradoras por conta da individualização da conta de água no condomínio, decisão aprovada em assembleia. Caso é investigado pela Polícia Civil.

> “Quando informamos que a Caesb viria para concluir a individualização, essa
> moradora passou a resistir. Ela é proprietária de um ‘garden’, onde tem
> animais, muitas plantas. Se hoje ela pagasse a conta individual, chegaria em torno de R$ 500”, afirma Cristina Valente.

De acordo com a síndica, a mulher passou a impedir o trabalho dos técnicos da
Caesb e a fazer ameaças contra a sindica, que chegaram a ser registradas em vídeo. No mesmo dia, a moradora esperou a síndica na portaria por cerca de três horas. Com medo, Cristina chamou a polícia para entrar em casa.

> “Depois disso, eu evitei sair sozinha. Comecei a pedir ajuda dos vizinhos e da minha família”, conta Cristina.

AGRESSÕES

1 de 1 Síndica segura tufo de cabelo arrancado durante agressão de moradora em
prédio de Samambaia, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Na última quinta-feira (15), dia de outra visita da Caesb, as ameaças viraram agressões. O caso foi registrado pelas câmeras de segurança do condomínio (veja vídeo no início da reportagem).

Pelas imagens é possível ver a síndica, de vestido preto, na portaria, acompanhando os técnicos. Em seguida, a moradora apareceu e partiu para cima da síndica.

Em um primeiro momento, a filha da agressora, que está de vestido colorido, tentou segurar a mãe, que puxou os cabelos da Cristina. Mas depois, ela também partiu para cima da síndica e a perseguiu até o estacionamento, onde as agressões continuaram.

Cristina, que já tinha feito um boletim de ocorrência por causa das ameaças, voltou à delegacia para um novo registro.

> “Na segunda vez, eu precisei sair correndo pedindo ajuda porque eu sentia que
> podia morrer. Eu não consegui voltar para pegar o meu carro e só retornei
> quando a PM esteve aqui. Eu apanhei duas vezes, tive o cabelo arrancado e, em nenhum momento, toquei nelas ou desonrei ninguém”, afirma a síndica.

CONTA INDIVIDUALIZADA

O prédio, com 15 andares e 143 apartamentos, acumulou R$ 60 mil em dívidas com a
Caesb nos últimos anos, de acordo com os moradores. Por isso, em assembleia em
2024, foi aprovada a individualização da cobrança da conta de água por
apartamento para evitar o crescimento da dívida.

Por causa das agressões, os técnicos da Caesb não conseguiram concluir o
serviço. Uma terceira visita foi solicitada, mas segue sem data. Enquanto isso,
moradores estão com medo de novas confusões no prédio. A secretária executiva
Luciane Souza conta que até mudou a rotina, com medo de ser agredida.

> “Eu participo do conselho fiscal há muitos anos. Hoje, eu sinto medo porque
> essa moradora já mostrou que pode ser agressiva. Depois dessa agressão, eu
> temo pela minha integridade física. Eu durmo mal, tenho crise de ansiedade.
> Muitos moradores estão preocupados. Eu já pensei em sair, mas esse é o sonho
> da minha vida. Então, eu fico, mesmo com medo”, diz Luciane.

Para tentar resolver a situação, o condomínio convocou uma nova assembleia para
a próxima segunda-feira (26). A reunião será virtual para evitar novas confusões. Segundo o advogado do condomínio, na pauta está a discussão de ações
contra as moradoras, que podem chegar ao afastamento delas do prédio.

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