Família Garcia, da série ‘Vale o Escrito’, alvo de operação por furto de combustível da Transpetro no RJ

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Alvo de operação, fazenda da família Garcia foi retratada na série ‘Vale o Escrito’, sobre jogo do bicho

Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras de propriedade do clã, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta.

Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro no RJ

Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro no RJ

A fazenda que foi alvo de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil nesta quinta-feira (22) foi retratada na série documental Vale o Escrito, sobre o jogo do bicho no Rio, em cartaz no Globoplay.

Segundo as investigações, a fazenda era utilizada para furtar dutos de petróleo da Transpetro e pertence à família Garcia.

O clã dominou parte do jogo do bicho nas Zonas Norte e Sul do Rio entre os anos 80 e 2000, quando uma série de assassinatos diminuiu o poder da família.

Fazenda da família Garcia retratada em Vale o Escrito foi alvo de operação da polícia e do MPRJ — Foto: Reprodução/TV Globo

Sobreviventes da família Garcia deram depoimentos na fazenda em Vale o Escrito: Sabrina Harrouche Garcia e Shanna Garcia, respectivamente a ex-mulher e uma das filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, patrono do Salgueiro nos anos 90 e 2000.

O haras pertence a Shanna e Tamara, filhas de Maninho, e estava arrendado.

Shanna Garcia dando entrevista na série Vale o Escrito, da Globoplay — Foto: Reprodução/Globoplay

Haras da família Garcia em Guapimirim era utilizado para furto de petróleo, apontam investigações — Foto: Reprodução/Globoplay

No mesmo local, surgiria uma figura impactante no crime organizado do Rio de Janeiro nas últimas décadas. Adriano da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano.

Anos após ser expulso do Batalhão de Operações Especiais, ele começou trabalhar no Haras da família Garcia e administrava o local, além de atuar como segurança da família.

Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope morto em 2020 — Foto: Reprodução/TV Globo

O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Até a última atualização desta reportagem, 6 pessoas haviam sido presas.

Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta, pois a polícia ainda não encontrou provas de que eles soubessem dos desvios no terreno.

Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade.

Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

“A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Pedro Brasil.

Herdeira do haras, Shanna Garcia foi alvo de disparos em frente a um shopping na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, em outubro de 2019. Ela teve pai, marido e irmão assassinados em episódios anteriores:

* Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, pai: o contraventor e ex-patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro foi assassinado em 2004.
* Myro Garcia, irmão: morto em 2017.
* José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, 1º marido: executado em 2011.

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