A Ministra da Cultura comentou sobre o uso da Lei Rouanet no financiamento do filme “O Agente Secreto”, que foi indicado em quatro categorias do Oscar 2026, conforme divulgado recentemente. O debate sobre o uso da Lei Rouanet ganhou força devido ao sucesso do filme, que conquistou o prêmio no Globo de Ouro e alcançou as indicações ao Oscar. A Lei Rouanet é um mecanismo de incentivo fiscal que permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda para apoiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.
A Ministra Margareth Menezes esclareceu que o financiamento de “O Agente Secreto” não foi feito através da Lei Rouanet, mas sim por mecanismos específicos do setor audiovisual brasileiro. Em uma conversa com a imprensa, ela ressaltou a existência do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), administrado pela Ancine, que é constituído por contribuições do próprio mercado audiovisual, como a Condecine e o Fistel. Esses recursos são destinados ao desenvolvimento, produção e distribuição de filmes brasileiros.
A Ministra destacou a importância de investir no cinema nacional, mencionando que o setor se auto sustenta de certa forma. Ela classificou como “mesquinhas” as críticas contra o filme e enfatizou a maturidade e beleza do audiovisual brasileiro no momento atual. Afirmou que é fundamental celebrar e reconhecer a potência cultural do país, gerando emprego, renda e fortalecendo a representatividade do povo brasileiro.
Com quatro indicações ao Oscar, “O Agente Secreto” se destaca no cenário cinematográfico brasileiro. Além disso, o diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado por seu trabalho em “Sonhos de Trem”. O filme de Kleber Mendonça Filho concorre nas categorias de Melhor Elenco, Melhor Filme Internacional, Melhor Filme e Melhor Ator, com Wagner Moura sendo o representante brasileiro nessa última categoria.
Diante do reconhecimento internacional que o cinema brasileiro vem conquistando, a Ministra da Cultura ressaltou a importância de mudar a visão sobre os investimentos culturais no país. Ela enfatizou que apostar na cultura é fundamental para fortalecer a identidade e a diversidade cultural brasileira. Com o apoio do FSA e outros mecanismos de financiamento do setor audiovisual, o cinema nacional tem potencial para continuar se destacando no cenário global.



