Um professor foi preso no Piauí sob a suspeita de ter abusado sexualmente de mais de 240 crianças e adolescentes no Maranhão. O caso veio à tona depois que o suspeito foi detido pela primeira vez em maio de 2025 por importunação sexual contra uma de suas alunas. A gravidade das acusações chocou a comunidade e gerou repercussão em todo o país.
Após a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (22) na Central Regional de Inquérito II – Polo Interior, em Teresina, foi decidido que o professor será transferido para uma unidade prisional no Maranhão dentro de aproximadamente um mês, de acordo com informações do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). As investigações tiveram início a partir de denúncias de alunos, pais e responsáveis que colaboraram com a Polícia Civil.
O delegado do caso, Wlisses Alves, da Delegacia de Presidente Dutra (MA), revelou que o suspeito praticava “atos libidinosos” com as vítimas, todas suas alunas menores de 14 anos, dentro das salas de aula. Não há relatos de estupro, mas a polícia solicitou que os alunos passem por perícia médica como parte das investigações em andamento.
Após ser preso em União, a cerca de 60 km de Teresina, na quarta-feira (22), a identidade do professor e da escola onde lecionava não foram divulgadas pelo DE para preservar a privacidade das vítimas. O delegado ressaltou que o suspeito já havia sido detido anteriormente em maio de 2025 pelo mesmo tipo de crime e, apesar de ter sido liberado sob fiança, não retornou para suas atividades como professor.
A gravidade dos crimes cometidos e a quantidade de vítimas envolvidas apontam para a necessidade de uma punição rigorosa para o agressor. O delegado Wlisses destacou que o professor pode ser enquadrado no crime de estupro de vulnerável, que prevê pena de 10 a 18 anos de reclusão, de acordo com a legislação brasileira.
A transferência do professor para uma unidade prisional no Maranhão marca um passo importante na busca por justiça para as vítimas e demonstra a atuação contundente da Polícia Civil na investigação e combate a crimes dessa natureza. A sociedade exige e espera que casos como esse sejam tratados com a máxima seriedade e rigor, garantindo a proteção de crianças e adolescentes em ambientes educacionais.




