O DE Federal não realiza a fiscalização do descarte irregular de plástico nos rios do Amazonas desde 2020. Segundo documentos oficiais obtidos por De, tanto o Ibama quanto o ICMBio não realizaram ações específicas nos últimos cinco anos, mesmo com estudos que apontam a contaminação de peixes.
Entre 2020 e 2025, o Governo Federal não promoveu nenhuma operação de fiscalização ambiental direcionada ao combate ao descarte inadequado de plásticos nos rios amazônicos. A informação foi admitida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em um documento obtido por De. O mesmo documento assinado pelo ministro substituto do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destaca a falta de ações de fiscalização e a falta de dados sobre a poluição plástica na região.
De acordo com o Ibama, nos últimos cinco anos não houve operações de fiscalização específicas para o descarte irregular de resíduos plásticos nos ecossistemas da Amazônia, incluindo os rios do Amazonas. O órgão afirma que suas ações de fiscalização relacionadas aos resíduos sólidos se concentraram, principalmente, em portos e aeroportos onde há entrada de materiais controlados ou proibidos por lei.
O ICMBio também reconhece a falta de estudos próprios para identificar quais espécies da fauna amazônica estão sendo afetadas pela poluição plástica. Estudos científicos indicam que há um aumento na presença de resíduos plásticos e microplásticos nos rios amazônicos, afetando diversas espécies, incluindo peixes, tartarugas e aves.
Enquanto o governo federal não atua de forma eficaz no combate ao problema, iniciativas da sociedade civil, como o projeto Galho Forte, buscam conscientizar e agir para a limpeza dos rios e igarapés da região. Voluntários participam de ações de limpeza que resultam na retirada de toneladas de lixo das margens dos rios, mostrando na prática a preocupação e ação da população em relação à preservação do meio ambiente na Amazônia.




