Tarcísio reafirma candidatura à reeleição, desconversa do Planalto e anuncia visita a Bolsonaro

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Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Paulo Pinto/Agência Brasil) O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou sua intenção de disputar a reeleição ao governo do estado. Em publicação realizada em sua conta no X, nesta quinta-feira, 22, ele também evitou falar sobre uma possível candidatura à Presidência e demonstrou lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade,” escreveu. No início de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia anunciado que seu pai o escolheu como seu sucessor na disputa pela Presidência. Em uma carta escrita à mão no dia de Natal, Jair Bolsonaro confirmou essa decisão. Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou novamente a visita de Tarcísio a Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A visita está agendada para as 11h da próxima quinta-feira, 29, com duração de duas horas. Na última terça-feira, 20, Moraes já havia permitido a ida de Tarcísio à unidade, mas o encontro foi adiado. Segundo aliados do governador, o cancelamento desta quinta se deu pela avaliação de que a conversa poderia ser usada para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura de Flávio à Presidência. Amigos próximos de Tarcísio afirmam que a visita tinha inicialmente o objetivo de prestar solidariedade ao ex-presidente, conforme reafirmado na publicação, e discutir os próximos passos para uma possível transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que Tarcísio “não tem a opção de ir contra” a candidatura de Flávio. De acordo com o filho do ex-presidente, o governador conquistou visibilidade sendo ministro e foi eleito em São Paulo graças ao apoio de Jair Bolsonaro. “Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro. Se tentar algo diferente e sair candidato, ele vai se equiparar a João Doria. Ele nem tem muito o que aceitar,” afirmou.

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