DE olho no Nordeste, Flávio Bolsonaro terá Rogério Marinho na campanha; o que mostram as pesquisas?
Líder da oposição no Senado desistiu de disputar o governo do Rio Grande do Norte, governado pelo PT, atendendo a um pedido de Jair Bolsonaro (PL). Ele é o primeiro nome confirmado na equipe de Flávio Bolsonaro e visitará o ex-presidente na prisão no dia 4 de fevereiro.
Senador Rogério Marinho anuncia desistência de pré-candidatura ao governo do RN
Senador Rogério Marinho anuncia desistência de pré-candidatura ao governo do RN
DE olho no eleitorado do Nordeste — região em que aparece com índices de intenção de voto entre 12% e 18% nas pesquisas mais recentes —, Flávio Bolsonaro (PL) ganhou nesta semana o apoio do senador Rogério Marinho (PL-RN).
Ex-ministro de Jair Bolsonaro e líder da oposição no Senado, Marinho havia manifestado a intenção de disputar o governo do Rio Grande do Norte pelo PL, mas aceitou mudar de rota para ajudar a articular a candidatura presidencial de Flávio, seu colega no Congresso.
Marinho era a aposta do PL para a disputa no estado, atualmente governado pelo PT, e disse na quarta-feira (21) que vai integrar a pré-campanha de Flávio a pedido de seu pai, que está preso em Brasília e escolheu o filho como candidato presidencial.
O senador é quadro relevante no bolsonarismo e na oposição ao governo Lula. Eleito senador em 2022, concorreu à presidência da Casa no ano seguinte, quando perdeu para Rodrigo Pacheco (PSD), por 49 votos a 32. Ao desistir de concorrer no RN, Marinho declarou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias (Republicanos), ex-prefeito de Natal.
Ele foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a visitar Bolsonaro na Papudinha no próximo dia 4 de fevereiro.
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogerio Marinho (PL-RN) em sessão no Senado, em dezembro de 2025. — Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Flávio Bolsonaro agradeceu publicamente o apoio. Em vídeo divulgado nas redes sociais, classificou Marinho como “um dos principais, mais preparados e mais competentes” quadros da política brasileira.
Pesquisa Quaest divulgada em 14 de janeiro aponta que Flávio Bolsonaro registra entre 12% e 18% das intenções de voto no Nordeste, região em que o presidente Lula (PT) tem amplo apoio.
O desempenho depende do cenário, pois os candidatos variam. São simulações de 1º turno.
O melhor resultado do senador (18%) ocorre no cenário em que ele disputa com Lula, Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). Nessa simulação, o presidente tem 62%.
O pior resultado na região é de 12%, contra 65% de Lula.
Flávio aparece com 13% quando concorre com Lula e todos os principais nomes cotados da direita: Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo).
O Nordeste foi decisivo para as vitórias de candidatos do PT nas duas últimas eleições presidenciais, consolidando-se como o principal reduto eleitoral do partido.
Embora Jair Bolsonaro tenha levado a disputa nas demais regiões do país e ter sido eleito presidente em 2018, Fernando Haddad obteve ampla vantagem no Nordeste. O petista venceu Bolsonaro na região por 69,7% dos votos, contra 30,3%.
Quatro anos depois, em 2022, Lula voltou a derrotar Bolsonaro na região, com 69,34% dos votos, contra 30,66%. Naquele pleito, o petista não venceu em nenhuma outra região, mas teve desempenho próximo no Norte e no Sudeste, o que, somado à larga vantagem no Nordeste, garantiu sua vitória nacional.




