A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase de operação sobre o Banco Master, mirando os diretores do Rioprevidência. Agentes saíram para cumprir 4 mandados de busca e apreensão na autarquia da Rio Previdência.
A Operação Barco de Papel foi iniciada nesta sexta-feira (23) pela PF. Os alvos são diretores do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do RJ.
Agentes saíram para cumprir 4 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal. O objetivo da ação é apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade.
Em novembro, o DE mostrou que o Rioprevidência aplicou R$ 2,6 bilhões em fundos do grupo liderado pelo Banco Master. O investimento foi realizado ao longo de 2024 e 2025, aproveitando taxas consideradas “mais atrativas” que as oferecidas por concorrentes.
O Tribunal de Contas do RJ (TCE-RJ) já havia alertado para “graves irregularidades” aos gestores do fundo. Em outubro, o TCE voltou a criticar os aportes e determinou uma tutela provisória com apensação sobre o Rioprevidência, impedindo-o de fazer novas transações com o Master.
De acordo com o TCE, o Rioprevidência utilizava o dinheiro arrecadado com descontos em folha para aplicar no mercado financeiro. O órgão determinou que o Rioprevidência não investisse mais em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos pelo conglomerado do Banco Master.
Os técnicos identificaram aportes de mais de R$ 300 milhões em letras financeiras sem qualquer informação disponível. Outros investimentos questionados incluem aportes em fundos com baixa rentabilidade, o que levanta suspeitas sobre a gestão irresponsável dos recursos do regime previdenciário.
Estas informações são parte de um cenário de investigações em andamento sobre possíveis irregularidades no Rioprevidência. A ação da Polícia Federal reforça a importância da transparência e da responsabilidade na gestão de fundos previdenciários para garantir a segurança e sustentabilidade dos benefícios dos servidores inativos. A situação será acompanhada de perto para que todas as punições e responsabilidades sejam definidas de acordo com a legislação vigente.




