O Diário do Estado criou uma comissão dedicada a analisar os impactos das mudanças climáticas sobre o patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais. A portaria, publicada nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial do estado, estabelece que o grupo irá atuar dentro do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O objetivo é estudar os efeitos de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, ondas de calor e períodos prolongados de seca, sobre os bens culturais da região.
Apesar de concentrar o maior conjunto de cidades históricas do país, Minas Gerais enfrenta um desafio pela falta de preparação desses locais para as mudanças climáticas mais intensas. Com igrejas, casarões e centros urbanos que não foram originalmente projetados para lidar com essas variações, a preservação do patrimônio histórico se torna ainda mais urgente diante dos novos desafios impostos pelo clima.
A comissão criada pelo Diário do Estado não terá poder de decisão, mas será responsável por estudar, acompanhar e propor diretrizes para a preservação desses bens culturais diante dos eventos climáticos extremos. A sua composição e regras de funcionamento foram definidas pela portaria, que também estabelece que os trabalhos serão realizados sem pagamento de remuneração adicional aos integrantes.
Com a iniciativa de criar uma comissão específica para analisar os impactos das mudanças climáticas no patrimônio histórico, o governo estadual de Minas Gerais reconhece a importância de considerar o clima como um fator relevante no debate sobre a preservação desses bens culturais. É um passo importante para garantir que as cidades históricas do estado possam sobreviver e continuar sendo apreciadas pelas futuras gerações.
O Diário do Estado entrou em contato com o Iepha-MG em busca de mais informações sobre a comissão e aguarda retorno. A conscientização sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre o patrimônio histórico é essencial para garantir a sua preservação e a sua capacidade de resistir aos desafios climáticos cada vez mais intensos. Com Minas Gerais sendo o lar do maior conjunto de cidades históricas do país, a proteção desses bens culturais se torna uma prioridade para o estado.




