A comunidade de fisiculturismo e seus fãs estão de luto após a inesperada morte de Andrea Lorini, conhecido como “O Gigante” na Itália. O atleta de 48 anos foi encontrado sem vida em sua casa, em Chiari, na última terça-feira (20), em decorrência de uma parada cardíaca. A morte de Lorini é o terceiro caso de um fisiculturista renomado a falecer no início de 2026, trazendo preocupações sobre os riscos enfrentados pelos competidores desse esporte.
Andrea Lorini era um dos nomes mais proeminentes do fisiculturismo italiano, conquistando o terceiro lugar no campeonato nacional em 2017 e 2019. Sua morte repentina levou sua família a tomar a decisão de recusar a realização de uma autópsia, mantendo a privacidade em torno da situação. A notícia da morte de Lorini se soma a uma série de falecimentos trágicos que assolaram o mundo do fisiculturismo recentemente.
Os casos de Kevin Notário Nunes e Arlindo de Souza, dois atletas brasileiros que também faleceram recentemente, aumentam o alerta sobre os riscos envolvidos no fisiculturismo extremo. A alta taxa de mortalidade nesse esporte está ligada ao estresse fisiológico extremo e ao uso de substâncias para transformação biológica. Médicos especialistas como Marco Vecchiato advertem sobre os perigos da busca pela transformação corporal extrema a qualquer custo, destacando os riscos significativos à saúde, principalmente para o coração.
A recente revelação da causa da morte da fisiculturista Hayley McNeff, nos Estados Unidos, também levanta questões sobre os perigos enfrentados por atletas que buscam mudanças radicais em seus corpos. Hayley faleceu devido a uma overdose acidental após a combinação de várias substâncias, incluindo heroína e fentanil. Seu legado no esporte é lembrado por suas conquistas no fisiculturismo americano e sua dedicação a atividades esportivas após a aposentadoria.
A comoção em torno da morte de Hayley McNeff reflete a importância de discutir os impactos do uso de substâncias no meio esportivo. Fãs e colegas prestaram homenagens emocionadas nas redes sociais, destacando a força e o carisma da atleta. A morte de McNeff reforça a necessidade de apoio e conscientização sobre os perigos do fisiculturismo extremo e do uso inadequado de substâncias para alcançar padrões irreais de beleza e desempenho físico. É fundamental promover práticas saudáveis e seguras no mundo do fisiculturismo, visando proteger a saúde e a vida dos atletas.




