Força-tarefa busca por crianças desaparecidas no Maranhão: operações intensivas em mata fechada e água

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Em 20 dias de buscas por crianças desaparecidas no Maranhão, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em operações realizadas por terra e por água em áreas de mata fechada e de difícil acesso. As operações estão focadas em buscar vestígios que possam levar ao paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael, que estão desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal. A força-tarefa entrou em uma nova etapa, com direcionamento e foco na investigação policial.

O trabalho realizado conta com mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participando das ações. Agora, as buscas estão mais específicas, visando a investigação policial de forma concentrada. As equipes concluíram a varredura das áreas mapeadas inicialmente, sem sucesso na localização de vestígios que apontem o paradeiro das crianças.

Após a análise do inquérito, que já ultrapassa 200 páginas, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) acionou um sistema nacional de segurança para reforçar as buscas. A Polícia Civil segue um protocolo específico por meio do programa Amber Alert, divulgando informações e fotos dos desaparecidos para auxiliar nas buscas. A colaboração entre diferentes órgãos, como a Polícia Civil, Exército Brasileiro e Marinha, e o uso de drones para monitoramento da região são essenciais no trabalho.

A Marinha do Brasil informou que foram realizadas buscas ao longo de 19 quilômetros do rio Mearim, com cinco quilômetros vasculhados minuciosamente. Mesmo sem vestígios relacionados ao desaparecimento das crianças, as buscas se mantêm com o apoio de equipamentos como o side scan sonar. A Marinha segue à disposição para continuar colaborando com as buscas caso surjam novos indícios.

O menino de 8 anos, primo das crianças desaparecidas, participou das buscas com autorização da Justiça do Maranhão. Ele indicou os últimos caminhos percorridos com os primos e confirmou a presença deles em uma cabana conhecida como “casa caída”. Uma rede de proteção foi criada para manter o menino afastado de assédios e exposição, recebendo acompanhamento psicológico contínuo. Após 14 dias internado, o menino recebeu alta hospitalar e continuará auxiliando nas buscas. A busca pelas crianças continua com o empenho das equipes e colaboração da população.

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