Advogada argentina é indiciada por gestos racistas para funcionários de bar no Rio
Agostina Paez foi indiciada por injúria preconceituosa racial pela 11ª DP (Rocinha). O DE procurou Agostina, que respondeu: “Não sou racista”.
A advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, acusada de gestos racistas imitando macacos contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, foi indiciada por injúria preconceituosa racial pela 11ª DP (Rocinha). A informação foi confirmada ao DE pelo delegado titular, Diego Salarini, nesta sexta-feira (23). O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. O crime de injúria racial é equiparado ao crime de racismo e a pena varia de 2 a 5 anos, além do pagamento de uma multa. O DE procurou Agostina, que respondeu: “Não sou racista”. Uma amiga de Agostina também foi indiciada por falso testemunho em sede policial.
Na quarta-feira, a advogada instalou a tornozeleira eletrônica. A medida é uma das previstas na decisão da Justiça sobre o caso, que aconteceu no dia 14 de janeiro, envolvendo a advogada e influenciadora Agostina. Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema.
Ao DE, a advogada afirmou que teria sido provocada por atendentes do bar, que, segundo ela, fizeram gestos obscenos e tentaram enganá-la no pagamento da conta. Ainda assim, admitiu que errou. Segundo ela, os gestos teriam sido uma “brincadeira” direcionada às amigas, e não ao funcionário do bar. A versão, no entanto, é contestada pelas imagens que circulam nas redes sociais, nas quais a advogada aparece chamando o funcionário de “mono” – termo em espanhol que significa “macaco”, associado a uma ofensa racial – e imitando um macaco. Na noite de terça-feira (20), ela fez um registro na Polícia Civil por ameaças e injúrias sofridas após o episódio no bar em Ipanema. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat).
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