Brasileiro é condenado à prisão perpétua após matar namorada estrangulada na Irlanda

prisaoPERPETUA

A Justiça da Irlanda condenou à prisão perpétua o engenheiro brasileiro Miller Mizerani da Cunha Belo Pacheco pela morte da ex-namorada em janeiro de 2023. A jovem, também brasileira, morreu asfixiada em um apartamento em Cork, no sudoeste irlandês, após uma briga com o acusado.

A audiência ocorreu na última quinta-feira, 22. O júri, composto por cinco homens e sete mulheres, voto favorável há condenação em prisão perpétua do brasileiro pela morte de Bruna Fonseca, de 28 anos. Durante o julgamento, a juiza Siobhan Lankford contou que uma das provas utilizadas na investigação do caso foi um áudio gravado pela vítima onde ela dizia que não era um troféu e que ninguém além dela mesma poderia decidir o que fazer. A defensora ainda firmou que Bruna era “jovem excepcional” e um “ser humano completo”.

No final da audiência, o advogado de defesa informou que não iria recorrer a decisão pois o brasileiro queria expressar seu remorso pela “devastação” causada à família de Bruna. Além disso, Miller permitiu desculpas aos familiares da vítima.

Relembre o caso

Bruna e Miller eram naturais de Formiga, em Minas Gerais, e namoraram durante cinco anos. Em setembro de 2022, a brasileira havia se mudado para a Irlanda acompanhada de uma sobrinha, enquanto Miller chegou dois meses depois. O relacionamento dos dois encerrou poucos dias depois.

No ano novo, a brasileira tinha ido até uma festa de Ano Novo em um bar da cidade e, ao ser questionada por Miller, contou que queria apesar “dançar e se divertir”. O ex-namorada a seguiu até o local e filmou o momento em que Bruna beijou outro homem, enviado as imagens para amigos brasileiros.

No fim da noite, Bruna teria concordo em ir ao apartamento dele para que pudessem fazer uma chamada de vídeos com parentes que ficaram responsáveis pelos cuidados do cachorro que adotaram juntos durante o relacionamento.

Por volta das 6h30 da manhã do dia seguinte, Miller acionou a polícia e paramédicos para atender Bruna. O acusado foi preso no mesmo dia sem direito a fiança, com a constatação de que a vítima havia sido estrangulada e espancada.

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