Esposa de Pedro Bial e filha são assaltadas na Lapa, SP: Polícia prende suspeito.

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Polícia prende um dos suspeitos de assaltar a jornalista Maria Prata, esposa de
Pedro Bial

Crime aconteceu na Rua Álvaro Martins, onde Maria Prata andava com a filha Dora,
de apenas seis anos. Motociclista armado, disfarçado de entregador de comida,
levou o celular da jornalista e fugiu. Ela narrou o pânico nas redes sociais,
onde publicou as imagens do crime.

Esposa do apresentador Pedro Bial e filha são assaltadas na Lapa, Zona Oeste de
SP [https://s01.video.glbimg.com/x240/14281564.jpg]

Esposa do apresentador Pedro Bial e filha são assaltadas na Lapa, Zona Oeste de
SP

A polícia prendeu neste sábado (24) um homem suspeito de fazer parte do assalto
à jornalista Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial, da TV Globo.

Segundo informações preliminares, ele estava em outra moto, fazendo a cobertura
do assaltante (o homem da direita, na foto abaixo). Os policiais chegaram até
Pablo Yuri, de 19 anos, por uma imagem de uma câmera de segurança, e o suspeito
será levado ao 14º DP, em Pinheiros, na Zona Oeste.

1 de 3 Imagem de câmera de segurança mostra os dois suspeitos de assaltarem a
jornalista Maria Prata — Foto: Reprodução

Imagem de câmera de segurança mostra os dois suspeitos de assaltarem a
jornalista Maria Prata — Foto: Reprodução

Maria Prata foi assaltada na tarde da quinta-feira (22) na Lapa, Zona Oeste de
São Paulo [https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/cidade/sao-paulo/].

O assalto aconteceu na Rua Álvaro Martins, onde a jornalista andava com a filha
Dora, de 6 anos, por volta das 11h50.

O autor do crime é um motociclista disfarçado de entregador de comida, que
estava armado e exigiu o celular e joias da jornalista, segundo o boletim de
ocorrência registrado no 7° Distrito Policial da região.

O criminoso também pediu a senha do celular da jornalista e levou o aparelho
aberto, com todos os dados expostos.

2 de 3 Jornalista Maria Prata é assaltada por motoqueiro armado no bairro da
Lapa, Zona Oeste de São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Jornalista Maria Prata é assaltada por motoqueiro armado no bairro da Lapa, Zona
Oeste de São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em publicação nas redes sociais, a jornalista afirmou que viveu ao lado da filha
uma “situação que ninguém deveria passar na vida”. Ela mesma publicou o vídeo
com a abordagem do criminoso em plena luz do dia.

“Não estava com celular na mão. Não estava ‘dando bobeira’ num ‘lugar perigoso’.
Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas) e estava
andando 20 m até a casa para onde íamos. ‘Não se mexe, entrega tudo, cadê o
iPhone?’ ‘Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo’”,
contou a filha do escritor Mário Prata.
“São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de
áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu,
nem a Dora, nem aquele cara Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo
poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado, e o
digitar poderia ser outro, como já foi com tanta gente”, declarou a
jornalista.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a “Polícia Civil
investiga um roubo e que o “policiamento na região foi reforçado”.

“Segundo o registro, a vítima estava acompanhada da filha quando foi abordada
por um homem em uma motocicleta, que anunciou o assalto e subtraiu um telefone
celular. O autor fugiu e diligências são realizadas para identificá-lo. O caso
foi registrado pela Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 7º Distrito Policial,
área dos fatos, que prossegue com as apurações. O policiamento na região foi
reforçado”, disse a pasta do governo paulista.

3 de 3 Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial, da TV Globo. — Foto:
Reprodução/GShow

Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial, da TV Globo. — Foto:
Reprodução/GShow

Leia a íntegra do relato de Maria Prata nas redes sociais:

“Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera
de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma,
alguém sendo assaltado na rua. Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada
em mim. E com som, que não sai da minha cabeça. Não estava com celular na mão.
Não estava “dando bobeira” num “lugar perigoso”. Estacionei o carro em uma rua
residencial (fofa, de casinhas geminadas, SP) e estava andando 20m até a casa
para onde íamos.

“Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?” “Tá na bolsa. Eu tô com uma criança,
fica calmo, pode levar tudo”.

“Mamãe, por que você tá tirando sua aliança?” “Qual a senha do iPhone? A senha
do iPhone!”

Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. “Repete! A senha!!” “Eu
abro o celular pra você!” “A senha!! Você é polícia?!” Ele passou a mão na minha
cintura pra ver se eu tava armada.

Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e
saiu.

“Mamãe, o que aconteceu?”. Dora não viu a arma, não entendeu o que tava
acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece.

Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro,
que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas,
ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, “quero ir pra casa, mamãe”. Chegou
polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo.

Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo
entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone,
a senha, a aliança, por que isso acontece.

São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios
e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a
Dora, nem aquele cara. Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia
ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o digitar poderia
ser outro, como já foi com tanta gente.

Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais
sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou. A todos os amigos que
nos receberam, obrigada. Em frente. Estamos vivas”.

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