Advogada Paloma Gurgel foi presa com outra mulher, em operações realizadas em Fortaleza, no Ceará; em Natal, no Rio Grande do Norte. Em uma postagem, ela afirmou que o mentor do maior assalto do país é vítima ‘do Direito Penal do Inimigo’.
Quem é a advogada presa em operação contra suspeita de extorsão
A advogada Paloma Gurgel, de 38 anos, foi presa nesta sexta-feira (23) em Natal (RN) durante uma operação conjunta das polícias civis do Ceará e do Rio Grande do Norte. Ela é suspeita de integrar um grupo criminoso interestadual especializado em extorsão, com atuação nos dois estados.
A prisão ocorreu no bairro Tirol, na capital potiguar, por meio de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Ceará, após investigação conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). No mesmo dia, outra mulher, de 22 anos, foi presa em Fortaleza, no bairro Carlito Pamplona, apontada como integrante do mesmo grupo.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa utilizava ameaças e intimidações para extorquir de vítimas, embora os investigadores não tenham detalhado como o esquema funcionava nem o perfil dos alvos. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos, que devem ajudar a aprofundar as investigações.
No Instagram, onde ela posta sobre moda, direito e festas, ela acumula 680 mil seguidores. No entanto, suas postagens têm baixo engajamento, algo em torno de cinco ou seis comentários e 10 curtidas. Esse perfil – muitos seguidores e baixo engajamento – costuma pagar para ter contas falsas como seguidoras.
Em 2016, a advogada foi vítima de um atentado ocorrido em uma lanchonete próximo na cidade de Natal. Paloma recebeu alta do hospital quatro dias após o crime e está escondida em outro estado. Enquanto ela estava caída no chão, um criminoso atirou no peito dela.
Em 2025, ela já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em apuração relacionada a organização criminosa. Paloma Gurgel ganhou projeção nacional ao atuar na defesa de presos ligados a facções criminosas, incluindo chefes do crime organizado.
A ação desta sexta-feira contou com apoio operacional da Polícia Civil do Rio Grande do Norte e acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) durante o cumprimento dos mandados. Além das duas prisões, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, incluindo em um imóvel de outro advogado, em Fortaleza.




