O Partido dos Trabalhadores expressou críticas à caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a direção nacional do PT, a mobilização teve alcance limitado, caráter midiático e colocou os participantes em riscos desnecessários, especialmente devido à alta incidência de raios em Brasília. O percurso da caminhada, que durou uma semana, totalizou cerca de 240 quilômetros e chegou ao fim no último domingo. Em declaração à coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a manifestação reuniu principalmente grupos extremistas e defensores da anistia para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Valadares questionou a pertinência da pauta da caminhada, destacando a falta de diálogo com as questões reais do Brasil. Ele criticou a falta de propostas claras e relevantes na ação midiática liderada por Nikolas Ferreira. Além disso, o secretário acusou o parlamentar de agir com irresponsabilidade ao ignorar os alertas das autoridades sobre os riscos climáticos na região, conhecida por suas altas incidências de descargas elétricas. Mais de 50 pessoas ficaram feridas ao longo do trajeto, resultado que o PT atribui à teimosia do deputado em manter o evento inalterado.
Para o PT, a situação dos feridos evidencia as diferenças entre os projetos políticos em disputa. Enquanto o governo Lula preza pela responsabilidade institucional, segurança coletiva e diálogo com as demandas populares, ações como a caminhada de Ferreira são consideradas pelo partido como desconectadas da realidade brasileira, voltadas mais para autopromoção do que para o interesse público.




