Venda ilegal de canetas emagrecedoras proibidas em Porto Alegre: riscos à saúde e investigações em andamento

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A venda ilegal de canetas emagrecedoras foi flagrada no Centro de Porto Alegre, onde a reportagem encontrou uma ampla oferta de ampolas de Tirzepatida, proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essas ampolas eram vendidas como uma solução rápida para a perda de peso dentro de um comércio popular da capital. Especialistas alertam para os riscos graves à saúde, e a polícia está investigando os casos.

O Fantástico, programa da TV Globo, foi até o Paraguai mostrar a febre das canetas emagrecedoras proibidas, mas ainda assim vendidas em Ciudad Del Este e no Brasil. As ampolas de Tirzepatida, proibidas pela Anvisa, são livremente comercializadas no POP Center, localizado no Centro de Porto Alegre. Durante a apuração da reportagem da RBS TV, foi encontrada uma oferta aberta do produto, com detalhes de uso, promessas de entrega imediata e valores que chegam a R$ 1,69 mil.

Antes mesmo de entrar no shopping popular, um homem abordou a reportagem perguntando se buscavam “algo especial”. Ao ouvir sobre o interesse em “canetinhas para emagrecer”, ele questionou se eram repórteres ou policiais, o que foi negado. Em seguida, o vendedor afirmou que poderia providenciar as ampolas da marca TG, fabricada no Paraguai. Segundo ele, uma caixa com quatro unidades custaria cerca de R$ 1,1 mil, com entrega no mesmo dia.

Dentro do centro popular, a reportagem teve contato com outros vendedores que afirmaram que as ampolas da TG eram “milagrosas”. Um deles deu dicas sobre a compra de seringas e explicou o passo a passo de como utilizar o produto. Outra oferta veio de uma mulher de Três Coroas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, que vendia a mesma ampola TG por telefone. Ela garantiu que o produto era “mais econômico” e deu orientações sobre a aplicação.

Especialistas alertam para os riscos graves associados à compra e uso desses medicamentos sem procedência adequada. O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo, Felipe Henning, ressalta que adquirir produtos falsificados ou contrabandeados coloca a saúde em risco, já que podem conter ingredientes perigosos. A delegada da Delegacia do Consumidor e Saúde Pública da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Milena Simioli, esclarece que a venda desses medicamentos pode resultar em penas mais severas do que o tráfico de drogas.

A Polícia Civil está investigando o comércio clandestino dessas substâncias, e a delegada reforça a importância de denunciar essas práticas para garantir a segurança da população. As investigações em andamento são essenciais para verificar se os medicamentos são verdadeiros ou falsificados, garantindo a saúde e o bem-estar da sociedade. A conscientização sobre os riscos ligados à compra e uso desses produtos é fundamental para a proteção da saúde pública.

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