Operação Cachorro Orelha: Polícia cumpre mandados em Florianópolis

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Cachorro Orelha: Operação cumpre mandados contra investigados por maus-tratos a cão comunitário em Florianópolis

A Polícia Civil de Florianópolis está em ação na manhã desta segunda-feira (26), cumprindo três mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas investigadas por maus-tratos e coação no processo que investiga a morte do cão comunitário Orelha, um dos mascotes da região da Praia Brava. O animal, com aproximadamente 10 anos de idade, foi agredido e teve como desfecho uma morte trágica.

As diligências visam coletar mais evidências para fortalecer o caso. A Polícia Civil já identificou pelo menos quatro adolescentes como suspeitos de envolvimento nas agressões que resultaram na morte do cão.

Também está em investigação a denúncia de que um policial civil, pai de um dos suspeitos, teria intimidado uma testemunha. A delegada encarregada do caso, Mardjoli Valcareggi, afirmou que essa acusação está sendo averiguada, mas refutou qualquer participação de um policial no crime em si.

Os nomes dos investigados não foram revelados até o momento.

A comunidade local de praia Bava abalou-se com a morte de Orelha. O cão estava desaparecido por alguns dias, até que foi encontrado caído e sofrendo intensamente por uma pessoa que costumava cuidar dele. Infelizmente, devido à gravidade dos ferimentos, a única solução foi aplicar a eutanásia. Em uma entrevista à NSC TV, Silvio Gasperin, um empresário e residente da região, contou sobre o ocorrido e emocionou-se ao abordar o caso.

Orelha era um dos cães adorados pela comunidade da Praia Brava. A região contava com três casinhas destinadas aos animais que se tornaram mascotes locais, e era responsabilidade dos moradores cuidar deles. Além disso, o cão interagia com outros animais do bairro, como a cadela Cristal, como mencionado pela empresária Antônia Souza.

A Associação de Moradores da Praia Brava, em nota emitida na sexta-feira (17), destacou a importância emocional que Orelha tinha na vida cotidiana dos residentes, além de simbolizar o cuidado e a convivência entre a comunidade e os animais do local.

Desde a morte de Orelha, houve mobilizações e protestos por parte da população local, protetores independentes, ONGs e instituições relacionadas à defesa dos animais. No sábado (24), moradores realizaram um protesto para pedir justiça pela agressão e morte do cão comunitário. No último sábado, outra manifestação reuniu várias pessoas na região, todas vestindo camisetas com a frase “Justiça por Orelha” e carregando cartazes.

A indignação e o luto pela perda do cão continuam nas redes sociais, com pessoas homenageando Orelha e cobrando providências das autoridades. Celebridades como Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui também expressaram pesar pela situação do cachorro, demonstrando apoio à busca por justiça. A comoção gerada por esse caso trágico reflete a importância dos animais comunitários na vida das comunidades locais e a necessidade de proteção e cuidado para esses seres tão queridos.

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