De acordo com o estudo, a maioria das vítimas eram mulheres trans ou travestis,
negras e com idades entre 18 e 29 anos. Além disso, o dossiê revelou que a
maioria dos crimes ocorreram nas regiões Norte e Nordeste do país, sendo o
estado do Pará o que apresentou o maior número de casos.
A ANTRA ressaltou a importância de políticas públicas que garantam a segurança
e a proteção das pessoas trans no Brasil. Segundo a organização, a violência
contra essa população é alarmante e exige medidas efetivas por parte do governo
e da sociedade como um todo para combatê-la.
O dossiê também destacou que a violência transfóbica vai além dos assassinatos,
includindo agressões físicas e verbais, discriminação no mercado de trabalho e
até mesmo dificuldades no acesso a serviços básicos de saúde e educação.
A divulgação desses números chama a atenção para a urgência de se combater o
preconceito e a discriminação contra pessoas trans no Brasil. A violência
motivada por transfobia precisa ser enfrentada de forma enérgica, para que mais
vidas não sejam ceifadas de forma brutal e injusta.
Organizações da sociedade civil e movimentos pelos direitos das pessoas trans têm
trabalhado incansavelmente para dar visibilidade a essa realidade, promover a
inclusão e a igualdade de direitos. No entanto, é fundamental que as autoridades
competentes ajam de forma decisiva para garantir a segurança e a dignidade dessa
população vulnerável.




