Atraso de salários leva rodoviários da Expresso Rei de França a nova paralisação em São Luís

atraso-de-salarios-leva-rodoviarios-da-expresso-rei-de-franca-a-nova-paralisacao-em-sao-luis

Os rodoviários da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, passaram por mais uma paralisação total da frota na Grande São Luís devido ao atraso nos salários. Os coletivos foram recolhidos após os empresários efetuarem o pagamento de apenas uma parte dos funcionários, deixando os demais com vencimentos em atraso. Essa situação resultou na interrupção das atividades dos ônibus que estavam em circulação desde o início do dia.

Após a paralisação realizada na noite da última sexta-feira (23), alguns colaboradores começaram a receber os salários no domingo (25), o que permitiu que parte dos coletivos voltasse a circular na manhã de segunda-feira. No entanto, com a continuidade dos atrasos nos pagamentos para o restante dos rodoviários, aqueles que já haviam recebido decidiram aderir novamente à paralisação em solidariedade aos colegas.

Essa manifestação impactou a circulação de 15 linhas na Grande São Luís, afetando bairros como Ipem Turu, Parque Vitória, Ribeira, Vila Isabel Cafeteira, Pedra Caída, Recanto Verde e Forquilha. O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, ressaltou que a greve não foi organizada pelo sindicato, mas sim pelos funcionários da empresa, devido à falta de pagamento de salários, décimo terceiro e tíquete-alimentação.

O impasse relacionado ao pagamento dos salários está diretamente ligado ao subsídio que a Prefeitura de São Luís deveria repassar às empresas de transporte. O argumento do SET é de que não tem recebido integralmente o valor desse subsídio, o que afeta o pagamento dos funcionários. Além disso, a falta de comunicação prévia da paralisação por parte dos trabalhadores levou o sindicato a considerar o movimento ilegal e abusivo.

As paralisações recorrentes dos rodoviários da Expresso Rei de França refletem a insatisfação da categoria com os constantes atrasos nos salários e benefícios. Durante os últimos meses, essa é a terceira vez que os trabalhadores cruzam os braços devido a essa situação. As negociações entre sindicatos e empresas seguem sem avanços significativos, o que aumenta a possibilidade de uma paralisação geral no sistema de transporte público da região.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp