A polícia identificou três adultos suspeitos de coação após adolescentes agredirem cão Orelha em Florianópolis, um dos mascotes da região da Praia Brava. O animal, que era um cão idoso comunitário, foi brutalmente torturado pelos adolescentes, não resistindo aos ferimentos. A brutalidade do ato chocou a comunidade local e levou à eutanásia do animal. Os quatro adolescentes suspeitos dos atos de maus-tratos estão sendo investigados pelas autoridades, que também identificaram os familiares desses jovens como possíveis envolvidos em ações de coação no processo penal em curso.
A coação no curso do processo é considerada um crime grave, previsto no Artigo 344 do Código Penal. Trata-se do uso de violência ou ameaça para favorecer interesses próprios ou alheios contra qualquer pessoa envolvida em processos judiciais, policiais ou administrativos. A polícia está investigando denúncias de coação envolvendo um policial civil e uma testemunha no caso do cão Orelha. Os mandados de busca e apreensão cumpridos nas residências dos suspeitos resultaram na apreensão de drogas, mas a arma supostamente usada para ameaçar uma testemunha não foi encontrada.
Os quatro adolescentes suspeitos de agredir o cão estão sendo investigados pelas autoridades policiais. Dois deles foram alvos de uma operação em Florianópolis, enquanto os outros estão nos Estados Unidos em uma viagem pré-programada. Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão analisados para coletar evidências sobre o crime. O Ministério Público de Santa Catarina acompanha de perto as investigações para garantir que a justiça seja feita no caso que comoveu os moradores da região.
A Polícia Civil foi informada do caso em janeiro e realizou uma operação para capturar os suspeitos. Moradores relataram o desaparecimento do cão, que foi encontrado agonizando por uma pessoa que cuidava dele. Apesar dos esforços para salvá-lo, os ferimentos eram graves demais e a eutanásia foi necessária. O empresário Silvio Gasperin, emocionado, pede por justiça no caso do cão Orelha, símbolo da convivência e cuidado que a comunidade mantinha com os animais da região.
Orelha era um dos cães mascotes da Praia Brava e recebia cuidados e afeto dos moradores locais. Além de interagir com os residentes, o animal convivia com outros cães do bairro, criando laços afetivos com a comunidade. A Associação de Moradores destacou o papel significativo de Orelha na região, sendo um símbolo de convivência e carinho entre os habitantes e os animais que ali viviam. A comunidade se mobilizou em busca de justiça e punição para os responsáveis pelos atos de violência contra o cão querido por todos.




