Marcus estava no banco do passageiro de um carro que fugiu de uma blitz em Goiânia. O processo contra o PM chegou a ser arquivado, mas foi reaberto após a família entrar com recurso. O policial militar acusado de matar o mecânico Marcus Phelipe Souza de Almeida, de 27 anos, virou réu após a denúncia do Ministério Público de Goiás ser aceita pela Justiça. Marcus estava no banco do passageiro de um carro que fugiu de uma blitz em Goiânia. O processo contra o PM chegou a ser arquivado, mas foi reaberto após a família entrar com recurso. A defesa da família da vítima afirma que vê um excesso por parte dos policiais, visto a regulamentação para situações como a que Marcus foi morto. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos policiais até a última atualização desta reportagem. O policial militar acusado de matar o mecânico Marcus Phelipe Souza de Almeida, de 27 anos, virou réu após a denúncia do Ministério Público de Goiás ser aceita pela Justiça. Marcus estava no banco do passageiro de um carro que fugiu de uma blitz em Goiânia. O processo contra o PM chegou a ser arquivado, mas foi reaberto após a família entrar com recurso. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos policiais até a última atualização desta reportagem. O g1 entrou em contato com a Polícia Militar para um posicionamento sobre o PM ter se tornado réu, mas não obteve retorno até a última atualização. Quando o caso foi reaberto, a corporação informou que permanece cumprindo todas as determinações emitidas pelas autoridades competentes. Marcus Phelipe foi baleado após motorista furar uma blitz, em Goiânia, Goiás. A defesa da família da vítima afirma que vê um excesso por parte dos policiais, visto a regulamentação para situações como a que Marcus foi morto. Segundo a defesa da família da vítima, a reabertura do inquérito foi a melhor decisão. Mecânico morto ao fugir de blitz. Marcus Phelipe foi morto em outubro de 2023, no Setor Residencial Bouganville, em Goiânia, durante a operação de trânsito ‘Balada Responsável’. Na época, a Polícia Militar alegou ter existido um confronto entre as pessoas que estavam no veículo e a equipe policial. A família da vítima não acredita que ele tenha atirado contra os policiais e que a arma tenha sido plantada. De acordo com o inquérito da Polícia Civil, os militares concordaram parcialmente sobre a tentativa de fuga, mas apresentaram divergências sobre a suposta troca de tiros e sobre quem teria dado o tiro que o matou. Investigação sobre a morte do mecânico. Segundo a investigação da Polícia Civil, o policial alegou que os policiais reagiram ao verem disparos vindos do carro. Mas essa afirmação foi desmentida pelo amigo da vítima que estava também no veículo. Ele afirmou, no documento, que estava assustado na noite do ocorrido e que os tiros aconteceram logo no início da perseguição, com Marcus sendo baleado e caindo desacordado no ombro dele. Essa versão do amigo de Marcus foi comprovada pela perícia da Polícia Civil, que verificou que a vítima já tinha sido atingida e que era improvável que tivesse reagido ou feito disparo de dentro do veículo. Também não foi comprovado que Marcus estivesse armado. Na época dos fatos, o policial foi afastado das atividades da Polícia Militar e foi indiciado pela morte do mecânico em julho de 2025. Caso do PM indiciado por matar mecânico que tentou fugir de blitz é reaberto. Arquivamento e reabertura do processo. O caso da morte do mecânico foi arquivado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por considerar os elementos insuficientes para afirmar que o policial havia cometido um crime. Entretanto, foi reaberto em dezembro, após a defesa da família da vítima entrar com recurso administrativo no MPGO. O advogado da família da vítima informou, na época, que houve ‘equívoco por parte da promotoria de origem, ao ignorar o trabalho técnico da Polícia Civil’. A defesa esclareceu ainda que o laudo técnico da Polícia Civil indica que não houve disparo saindo do veículo e que desviar de blitz não configura crime e não autoriza o emprego de força letal. Nota da Polícia Militar. A Polícia Militar de Goiás (PMGO) informa que o referido caso está sob a égide do Poder Judiciário, e a Corporação permanece cumprindo todas as determinações emitidas pelas autoridades competentes. A PMGO reafirma seu compromisso institucional de colaborar com o Poder Judiciário e de cumprir integralmente todas as suas decisões. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás




