Violência contra pessoas trans: Maranhão entre os estados mais letais – Saiba mais sobre os casos de Shakira e Rubi

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Um estudo divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transsexuais revelou que o Maranhão está entre os estados que mais registram assassinatos de pessoas trans no Brasil. Em 2025, cinco mortes de pessoas trans foram documentadas no estado, colocando-o na sexta posição do ranking nacional de crimes contra essa população. Esses dados alarmantes evidenciam a violência e a discriminação que as pessoas trans ainda enfrentam no país.

No contexto nacional, o levantamento apontou um total de aproximadamente 80 homicídios de pessoas trans no mesmo período. No Maranhão, dois dos casos registrados envolviam pessoas trans indígenas. Em abril de 2025, o corpo de Shakira foi encontrado às margens do rio Grajaú, enquanto em setembro do mesmo ano, Rubi foi localizada em uma estrada vicinal próxima à aldeia Capim Queimado, em Arame. Dois suspeitos foram presos em relação ao caso de Rubi.

A Polícia Civil do Maranhão informou que o inquérito sobre a morte de Shakira foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, sem indícios de morte violenta. Já o caso de Rubi está sob investigação da Polícia Federal. Essas investigações ressaltam a importância de se combater a impunidade nos casos de violência contra pessoas trans, garantindo que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados pelos seus atos.

Raíssa Mendonça, diretora da Casa Florescer, que acolhe pessoas trans no Maranhão, ressaltou que a discriminação contra corpos trans continua presente em diversos setores da sociedade. Ela destaca que a falta de representatividade e oportunidades para pessoas trans em locais públicos, como lojas e supermercados, contribui para a perpetuação da marginalização e exclusão desses indivíduos em diferentes esferas sociais.

Diante desse cenário alarmante de violência e discriminação, é fundamental que a sociedade e as autoridades tomem medidas efetivas para garantir a integridade e os direitos das pessoas trans. A defesa da diversidade, do respeito e da igualdade de gênero são pilares essenciais para construir uma sociedade mais justa e inclusiva para todos. É preciso combater ativamente a transfobia e promover a empatia e o acolhimento em relação às pessoas trans, garantindo o seu pleno desenvolvimento e bem-estar em nossa sociedade.

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