Homem suspeito de arrastar cachorra é liberado: testemunha afirma que agiu conscientemente

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Motorista que arrastou cachorra até a morte em SP agiu de forma consciente e não parou após aviso, diz testemunha

‘Ele sabia que a cachorra estava ali’, afirma Lucas Fachim, em Igarapava (SP). Lourival Ribeiro da Silva, de 65 anos, foi preso em flagrante, mas obteve o direito a responder em liberdade pelo crime de abuso de animais.

Homem suspeito de arrastar cachorra amarrada em caminhonete é solto

Um homem de 65 anos suspeito de amarrar uma cachorra e de arrastá-la por quilômetros até a morte em Igarapava (SP) sabia que o animal estava preso à caminhonete e não parou mesmo após ser avisado por outras pessoas, afirma o motorista de aplicativo Lucas Fachim, que estava no local do acidente.

> “A gente só queria cortar a corda para tirar a cachorra de lá e ele não parava, até que o rapaz da caminhonete deu uma fechada nele, ele foi obrigado a parar e eu falei ‘oh, vou cortar a corda, espera’. Ele falou ‘a cachorra é minha’ e arrancou com a caminhonetinha e foi embora de novo”, diz.

O caso ocorreu na noite do domingo (25). A cachorra morreu antes do socorro, assim como os dez filhotes que ela estava esperando.

Cadela foi levada a um hospital veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. — Foto: Arquivo pessoal

Lourival Ribeiro da Silva foi preso em flagrante, mas obteve o direito a responder em liberdade após audiência de custódia pelo crime de abuso contra animais, agravado pela morte da cachorra.

À Polícia Civil, em depoimento, o motorista alegou que o neto de 7 anos pode ter amarrado o animal à traseira da caminhonete e não percebeu a cachorra presa ao veículo porque havia saído com pressa.

Procurada, a defesa de Lourival disse que ele não teve culpa e que está abalado com o que aconteceu.

‘SABIA QUE ELA ESTAVA ALI’

O caso ocorreu por volta das 20h na Rua Saldanha Marinho, no bairro Vila Marilene. Fachim relata que estava andando de carro pela região, quando estranhou ao ver uma cachorra amarrada à traseira de uma caminhonete e decidiu tentar impedir que o motorista continuasse.

> “A gente estava trafegando sentido a entrada da cidade. (…) A gente sinalizava, buzinava e metia som, luz para que ele parasse o veículo dele para a gente tentar salvar a cachorra. A gente não tinha ideia do que era, se ele estava fazendo de propósito ou se não, a gente só queria cortar a corda para tirar a cachorra de lá”, conta.

Fachim afirma que Lourival somente parou porque foi fechado por outro veículo. O motorista de aplicativo diz que foi nesse momento que o suspeito ignorou seu alerta, mencionando que a cachorra era dele, demonstrando estar consciente do que estava acontecendo.

> “Dá a entender que ele sabia que ela estava ali. Para que ele ia me falar que a cachorra é dele se ele não sabe de cachorro? Ele não sabia nem do que eu estava falando, a única coisa que eu falei foi ‘espera que eu vou cortar a corda’. Ele não sabia do que se tratava. Então ele sabe que era uma cachorra amarrada.”

Metros adiante, a corda se soltou da caminhonete com a cachorra, mas já não havia mais o que fazer.

“A gente foi atrás, seguindo ele, seguindo ele até a corda arrebentar e a cachorra ficar um pedaço bom para trás e ele seguir para onde ele parou para pedir ajuda. (…) Eu voltei para checar, coloquei a mão nela, ela já tava sem vida”, lamenta.

Pela cena que viu, ele espera que o motorista seja responsabilizado pelo que aconteceu.

“Alguém arrastar uma cachorra e um punhado de gente pedindo para parar, dando sinal que estava acontecendo alguma coisa, poderia ser muito bem o filho, o netinho dele brincando na carroceria.”

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