Futebol brasileiro se volta para África: 14 talentos africanos nas Séries A e B do Brasileirão em 2023

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África no radar: futebol brasileiro passa a dedicar maior atenção para contratar talentos africanos

As Séries A e B do Brasileirão contam atualmente com 14 jogadores do continente africano em seus elencos. Este movimento de internacionalização do futebol brasileiro tem ampliado o olhar para o continente africano nos últimos anos. Antes, a presença de atletas africanos no Brasil era pontual, mas agora começa a se tornar mais consistente. O Brasileirão 2023 inicia com todas as equipes com pelo menos um estrangeiro em seus plantéis, sendo 158 jogadores de fora do país, sendo oito deles de nacionalidades africanas.

Nomes como o zagueiro Bastos, do Botafogo, e o atacante Bolasie, da Chapecoense, são exemplos do avanço dos jogadores africanos no mercado brasileiro. O fortalecimento das seleções africanas no cenário internacional tem contribuído para o aumento da valorização dos atletas africanos e impulsionado a demanda por esses talentos no futebol brasileiro.

No ranking mais recente da Fifa, vemos que seleções como Marrocos, Senegal, Nigéria e Camarões têm se destacado. Isso reflete no crescente interesse dos clubes brasileiros em contar com jogadores africanos em seus elencos. Nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, são 14 atletas com nacionalidade africana, sendo Gana o país com maior representatividade, com quatro jogadores.

Bastos, zagueiro angolano do Botafogo, e Bolasie, atacante do Congo que atuou pelo Criciúma e recentemente acertou com a Chapecoense, são exemplos de jogadores africanos que têm se destacado no futebol brasileiro. A presença de nomes como esses tem mostrado o potencial dos talentos vindos do continente africano.

Além disso, clubes como Internacional e Palmeiras têm apostado em jogadores africanos, como Benjamin Arhin e Koné, respectivamente. O processso de captação no mercado africano ainda é recente no futebol brasileiro, mas tende a se tornar mais consistente nos próximos anos, devido ao potencial desses jogadores.

A presença de atletas africanos no Brasil não se restringe apenas ao futebol, mas também representa uma oportunidade estratégica para clubes, entidades e empresas explorarem um público potencialmente engajado digitalmente. A conexão linguística e cultural do Brasil com países africanos de língua portuguesa pode ser uma vantagem nesse cenário, ampliando o alcance e a influência do país no continente africano.

Por fim, o futebol brasileiro tem a chance de liderar esse movimento de conexão e explorar de forma mais abrangente o potencial dos talentos africanos, não apenas como jogadores, mas como uma fonte de enriquecimento cultural e audiência. É um caminho que promete benefícios mútuos para todas as partes envolvidas e que pode fortalecer ainda mais a relação do Brasil com o continente africano.

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