Uma clínica odontológica, situada no Centro de Itapeva (SP), encerrou suas atividades sem prévio aviso aos pacientes, deixando mais de 60 pessoas prejudicadas desde o início de dezembro do ano passado. Segundo o advogado das vítimas, o prejuízo financeiro já ultrapassou os R$ 150 mil. O caso está sendo acompanhado por diversas entidades, como o Ministério Público, Polícia Civil, Procon, CRO-SP e Vigilância Sanitária.
Inicialmente, os pacientes foram informados de que os atendimentos seriam retomados em 5 de janeiro, após o recesso de fim de ano. No entanto, desde dezembro não houve qualquer retorno ou justificativa por parte da administração da clínica. Diante disso, os pacientes se uniram para registrar um boletim de ocorrência coletivo na Polícia Civil.
Os pacientes que buscaram os serviços da clínica confiavam nos tratamentos oferecidos no local, que incluíam procedimentos odontológicos variados, como implantes dentários. Um exemplo é o aposentado Yoiti Maeno, que aos 80 anos investiu R$ 18 mil em uma prótese dentária, porém, o tratamento não foi concluído conforme o combinado, gerando frustração e transtornos.
Outra vítima, a artesã Sandra Aparecida Pereira dos Santos, vive há um ano sem os dentes que sonhava ter, apenas com pinos de metal em sua boca. Essa situação não apenas compromete sua estética, mas também afeta sua saúde física e mental, causando constrangimento e impactos na alimentação. A ausência dos tratamentos prometidos levou a diversos problemas.
A clínica Oral Sin Implantes se manifestou afirmando ter sido surpreendida pela situação em Itapeva e destacou que entrou em férias coletivas, planejando voltar às atividades em janeiro, o que não ocorreu. Pacientes desassistidos devem entrar em contato com a Ouvidoria da franqueadora para buscar soluções.
O Conselho Regional de Odontologia constatou irregularidades na clínica, como falta de responsável técnico inscrito e sócios sem registro. O CRO-SP esclareceu que a legislação garante acesso aos prontuários odontológicos por 20 anos. O caso está em investigação para apurar responsabilidades e possíveis penalidades.
O advogado Giovanni Margotto está preparando uma ação coletiva em nome das vítimas, com o apoio do Ministério Público. Consumidores devem buscar orientação e registrar ocorrências nas delegacias. O Procon de Itapeva alerta para a importância de pesquisar sobre os serviços antes de assinar contratos com pagamento adiantado.
A clínica que encerrou suas atividades sem avisar os pacientes deixou muitas pessoas no prejuízo, comprometendo sua saúde e bem-estar. A situação é acompanhada de perto pelas autoridades competentes para garantir os direitos dos consumidores afetados. O G1 Itapetininga e Região continua acompanhando os desdobramentos desse caso.




