Greve dos rodoviários da Expresso Rei de França continua em São Luís: entenda o impasse e os impactos aos usuários

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Rodoviários da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, continuam em greve na Grande São Luís; entenda impasse

A paralisação teve início na noite da última sexta-feira (23), em protesto contra o atraso no pagamento de salários e benefícios.

No entanto, como o restante dos rodoviários ainda não recebeu o pagamento, os trabalhadores que já haviam sido pagos decidiram voltar a cruzar os braços em solidariedade aos colegas de trabalho.

A greve dos rodoviários da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, continua na Grande São Luís nesta terça-feira (27). Mais de 160 ônibus, que atendem 15 linhas do transporte urbano e do seminurbano, estão sem circular, causando prejuízo aos usuários, que enfrentam dificuldades para se deslocarem.

Entre os bairros afetados estão Ipem Turu, Parque Vitória, Ribeira, Vila Isabel Cafeteira, Pedra Caída, Recanto Verde e Forquilha.

A paralisação teve início na noite da última sexta-feira (23), em protesto contra o atraso no pagamento de salários e benefícios. No domingo (25), parte dos trabalhadores começaram a ser pagos, com isso, alguns coletivos voltaram a circular no início da manhã dessa segunda (26).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, o movimento de greve não foi organizado pelo sindicato e sim diretamente dos funcionários da empresa, devido à falta de pagamento do décimo terceiro salário, do tíquete-alimentação referente ao mês de dezembro e do adiantamento salarial de janeiro, que deveria ter sido depositado no último dia 20 deste mês.

Procurados pela TV Mirante, a empresa Expresso Rei de França, a Prefeitura de São Luís e o Sindicato dos Rodoviários ainda não se manifestaram sobre a paralisação dos trabalhadores. Já a assessoria do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) informou, por telefone, que não vai se manifestar sobre a greve.

A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), responsável pelos ônibus do sistema semiurbano, informou que acompanha a paralisação e que, durante o encontro realizado nessa segunda, foi discutida a realização de uma futura assembleia do sindicato da categoria para avaliação das propostas apresentadas. A MOB disse, ainda, que o subsídio estadual está sendo pago regularmente e que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas.

Nos últimos dois meses, esta é a terceira paralisação dos rodoviários do Expresso Rei de França, antigo 1001, por conta dos salários atrasados.

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