O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), apertou ainda mais o cinto dos cofres públicos. Em uma determinação interna, ele orientou todas as secretarias municipais a realizarem um corte de 30% nas despesas de custeio pelos próximos seis meses. A medida, segundo a coluna Giro do jornal O Popular, tem como objetivo liberar recursos para investimentos em obras e serviços.
A ordem é para que os gestores reduzam drasticamente gastos com materiais de consumo, serviços de terceiros, diárias e passagens. A justificativa apresentada é a necessidade de “otimizar recursos” e “direcionar esforços para áreas prioritárias”, em um claro movimento para tentar equilibrar as contas após a decretação de calamidade financeira pela Assembleia Legislativa.
O “arrocho” acontece no mesmo momento em que Mabel tenta ampliar sua margem de manobra orçamentária na Câmara Municipal. Recentemente, ele propôs um projeto que reduz de 50% para 30% o limite de remanejamento de verbas sem autorização legislativa, mas cria 13 exceções que, na prática, dão mais autonomia ao Executivo para realocar recursos.
A medida de cortes nas secretarias é vista com cautela por servidores e especialistas, que temem impactos diretos na continuidade e qualidade dos serviços públicos essenciais à população, como saúde, educação e manutenção urbana. A prefeitura defende que o controle rígido é necessário para garantir investimentos.




