Ministro André Mendonça mantém prisão do Careca do INSS após fraude bilionária e atuação criminosa – STF prossegue com decisão da PGR

ministro-andre-mendonca-mantem-prisao-do-careca-do-inss-apos-fraude-bilionaria-e-atuacao-criminosa-stf-prossegue-com-decisao-da-pgr

Ministro André Mendonça mantém prisão do Careca do INSS

Magistrado do STF seguiu entendimento da PGR contrário a pedido de liberdade
feito por advogados de Antônio Carlos Antunes. Lobista está preso desde setembro
de 2025.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão
do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como o principal operador dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (26) e está sob sigilo. A TV Globo
apurou que o ministro seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República
(PGR), que se manifestou contra o pedido de liberdade feito pela defesa do
lobista. Antunes está preso desde setembro de 2025 por determinação da PF.

Na decisão, Mendonça apontou que há risco de novas práticas criminosas caso o
lobista seja colocado em liberdade, além de indícios de atuação para influenciar
testemunhas e atrapalhar as investigações.

Mendonça também negou um pedido da defesa do Careca do INSS para que fossem
desbloqueados valores para o pagamento de dívidas trabalhistas do lobista com
funcionários de suas empresas.

A TV Globo procurou a defesa Antônio Carlos Antunes, que não se manifestou sobre
a decisão de Mendonça até a última atualização desta reportagem.

Também nesta segunda-feira, o ministro do STF determinou que a Polícia Federal
esclareça se cumpriu algum mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao
lobista sem autorização da Justiça, como argumentaram os advogados ao Supremo.

PREJUÍZOS BILIONÁRIOS

Uma investigação da PF revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do INSS.

A PF afirma que associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam
pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos
benefícios pagos pelo INSS.

O prejuízo, entre os anos de 2019 e 2024, pode chegar a R$ 6,3 bilhões.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp