A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a formação do primeiro grupo de árbitros profissionais para atuar nos jogos do Brasileirão. O time de elite consiste em 72 integrantes, sendo 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR). A estreia desses profissionais está marcada para 1º de março, com contratos assinados até o final de cada ano. Ao término da temporada, pelo menos dois árbitros serão rebaixados e outros poderão ser promovidos.
A profissionalização dos árbitros faz parte de um investimento de R$ 195 milhões pela CBF na arbitragem até 2027. A remuneração fixa dos profissionais está estipulada em R$ 12 milhões anuais. Os árbitros serão vinculados como prestadores de serviço à CBF, com salário fixo não divulgado e ganhos variáveis de acordo com a participação nos jogos, como a taxa de arbitragem descontada da bilheteria de cada partida.
Os critérios de escolha dos árbitros para o grupo profissional levaram em conta a seleção da Fifa, avaliação de desempenho nas temporadas anteriores e escalas na Série A. Ao todo, 20 árbitros centrais foram selecionados, com um processo de rebaixamento e promoções estabelecido para manter a motivação. A CBF planeja uma rotina intensa de treinos, preparação e tecnologia, com acompanhamento detalhado do desempenho, incluindo testes físicos regulares ao longo do ano.
A gestão da CBF enfatiza a importância da correção de erros e o desenvolvimento contínuo dos árbitros. O presidente, Samir Xaud, destaca a implementação do programa como uma mudança necessária, seguindo práticas de grandes federações mundiais. O feedback de atletas, árbitros e especialistas foi fundamental para adequar o modelo à realidade do futebol brasileiro. A profissionalização visa oferecer suporte e estrutura adequada para a arbitragem, tornando o trabalho dos árbitros mais eficiente e consistente.
A criação do grupo de elite de árbitros profissionais representa um marco no cenário do futebol brasileiro, visando aprimorar a qualidade das decisões durante as partidas. Com investimento e suporte adequado, a expectativa é que a arbitragem brasileira alcance padrões internacionais de excelência, beneficiando não apenas os árbitros, mas também os clubes, jogadores e torcedores.




