Lula fala com 14 chefes de Estado em meio à incerteza internacional com Venezuela, Gaza e Groelândia
Presidente intensifica articulação diante de disputas e conflitos internacionais; Trump prendeu Maduro, ameaça a Groelândia e criou conselho para tratar de conflitos, entre eles o de Gaza.
Em conversa com Trump, Lula propõe que ‘Conselho da Paz’ se limite à Faixa de Gaza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o ano de 2026 em diálogo com diferentes chefes de Estado sobre a política internacional, instável em meio a tensões na Venezuela, na Faixa de Gaza, na Groelândia, além de ameaças tarifárias. Lula conversou com 14 líderes.
As conversas ocorrem em um momento de instabilidade no cenário geopolítico, marcado por conflitos regionais, disputas comerciais e incertezas sobre os rumos da organização dos países.
Entre os principais temas tratados nas conversas estiveram o acordo entre Mercosul e União Europeia; a proposta de criação de um Conselho da Paz apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; e a situação de tensão política na Venezuela.
Além disso, Lula também se encontrou com José Kast, presidente eleito do Chile, durante participação em um evento econômico no Panamá.
O governo brasileiro tem buscado defender o multilateralismo e ampliar o protagonismo do país em debates sobre paz, segurança e comércio internacional. O Brasil já foi apontado por líderes europeus como um país capaz de manter a estabilidade na América Latina.
Lula tem buscado defender a manutenção da soberania dos países e o respeito ao direito internacional em meio às ameaças de caráter territorial e tarifário de Trump perante à Europa e ao mundo, sem, contudo, adotar um tom de confronto direto com o governo norte-americano.
A captura de Nicolás Maduro foi realizada em 3 de janeiro. A operação envolveu tropas de elite e enfrentamento direto com forças venezuelanas, mas foi concluída sem baixas norte‑americanas. Maduro e sua esposa foram levados a um navio militar e, posteriormente, aos EUA, onde enfrentam acusações.
Trump lançou o chamado Conselho da Paz durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. A iniciativa foi apresentada como um organismo internacional dedicado à resolução de conflitos e à reconstrução de regiões afetadas por guerras, começando pela Faixa de Gaza.
A disputa em torno da Groenlândia ganhou contornos de crise internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar publicamente sua intenção de anexar o território autônomo da Dinamarca. O interesse americano na Groenlândia está ligado a fatores estratégicos: a ilha possui grandes reservas de terras raras, fundamentais para a indústria tecnológica, além de sua localização crucial no Ártico — região cada vez mais acessível devido ao derretimento das calotas polares.




