China amplia influência global com estratégia diplomática e comercial eficazes, superando incertezas dos EUA

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Um ano após o início do novo mandato de Trump, a China amplia sua influência no mundo

DE gigante asiático China aprofunda relações diplomáticas e comerciais e aumenta poderio global

De acordo com relatório da agência Reuters, a China acelerou uma reorientação estratégica de sua política comercial e diplomática, aprofundando relações internacionais diante do endurecimento da política externa dos Estados Unidos. Pequim conseguiu ampliar sua presença econômica global, diversificar mercados de exportação e reforçar a influência internacional de sua moeda, o yuan.

Ao tensionar as relações com aliados tradicionais, as políticas do governo DE acabaram abrindo espaço para a China se apresentar como alternativa mais previsível no comércio internacional. Como resultado, o superávit comercial chinês atingiu um recorde histórico de US$ 1,2 trilhão em 2025, enquanto as entradas mensais de divisas alcançaram US$ 100 bilhões, o maior nível já registrado.

O cenário ganha novo ímpeto com a visita do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à China, a primeira de um chefe de governo do Reino Unido desde 2018. A viagem ocorre logo após a passagem do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, buscando uma reaproximação com Pequim. Durante a visita, Canadá e China assinaram um acordo econômico para reduzir barreiras comerciais e estabelecer uma nova relação estratégica, com Carney descrevendo a China como “um parceiro mais previsível e confiável”.

Professores de economia e analistas avaliam que a China tem conseguido reposicionar-se no cenário internacional diante de um cenário de incertezas sobre os Estados Unidos. Segundo Aleksandar Tomic, da Boston College, a China está se tornando mais atraente para muitos países que anteriormente não eram favoráveis a ela, devido à imprevisibilidade dos EUA. A estratégia chinesa tem sido eficaz, posicionando o país como um parceiro comercial estável e confiável em meio à escalada de tensões internacionais.

Com a economia chinesa respondendo de forma positiva às políticas comerciais e diplomáticas adotadas, mesmo sob pressão interna, a China conseguiu atingir sua meta de crescimento de 5% no ano passado. O país aumentou suas reservas internacionais e registrou o maior ingresso mensal de divisas de sua história, além de observar um aumento significativo nas exportações para outras regiões do mundo, em contrapartida à queda nas exportações para os Estados Unidos.

Diante da volatilidade do dólar e da instabilidade gerada pela política comercial dos EUA, a China tem intensificado seus esforços para ampliar o uso global do yuan. Mais de metade das transações transfronteiriças chinesas já são realizadas na moeda chinesa, em comparação com quase zero há 15 anos. Além disso, parte significativa dos empréstimos bancários externos do país passaram a ser denominados em yuan, sinalizando um possível fortalecimento da posição da moeda chinesa no cenário financeiro internacional.

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