À espera da definição do futuro político de Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não tratou com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sobre a sucessão na pasta. A ambientalista deixará o posto até abril, quando deve anunciar uma candidatura ao Senado por São Paulo. Visto como herdeiro natural de Marina, o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, também não dialogou com o Planalto sobre a possibilidade de ocupar a cadeira. Aliados da ministra acreditam que uma conversa com Lula sobre a sucessão na pasta ocorrerá após a definição do papel de Haddad na eleição deste ano. O ministro da Fazenda é o único plano do PT para disputar o governo de São Paulo, mas afirma publicamente que não deseja ser candidato. Haddad diz que deseja participar da coordenação da campanha de reeleição de Lula, além de atuar na elaboração do programa de governo. Já Marina, que deve deixar a Rede para disputar o Senado no estado em outra sigla de esquerda, é vista pela legenda como um nome que auxiliaria a fortalecer a chapa petista contra o bolsonarismo paulista. Capobianco é apontado como preferido do presidente para assumir a área após a saída da ministra.




