Minas Gerais, o terceiro estado do Brasil com o maior número de denúncias de intolerância religiosa, demonstra uma realidade preocupante. De acordo com dados do Disque 100 do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), das 2.723 denúncias feitas no país no ano passado, 321 foram registradas em MG. O estado fica atrás apenas de São Paulo, com 663 denúncias, e Rio de Janeiro, com 435.
No que se refere aos registros em que a religião da vítima foi identificada, a grande maioria foi contra adeptos da umbanda (225) e candomblé (159). Além disso, 62% das vítimas enquadradas nesse tipo de crime foram identificadas como pretas ou pardas. Os números evidenciam a gravidade da situação e a importância de combater atos de intolerância religiosa.
A análise dos locais onde esses atos ocorreram revela que metade dos casos de intolerância religiosa se deram dentro da casa da vítima (1.045) ou na residência de convívio entre vítima e suspeito (361). Além disso, o ambiente virtual aparece em terceiro lugar com mais denúncias, totalizando 288 ocorrências. A violência e a discriminação motivadas por questões religiosas também se fazem presentes nesses espaços.
O ranking de estados com mais denúncias de intolerância religiosa coloca Minas Gerais em terceiro lugar, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco e Paraíba completam a lista dos estados com maior número de ocorrências. É fundamental que a sociedade esteja engajada na luta contra esse tipo de violência e discriminação.
Para denunciar casos de intolerância religiosa, é possível recorrer a diferentes canais. O Disque 100 funciona 24 horas por dia e possibilita a realização de denúncias de forma anônima ou identificada, por meio de ligações gratuitas para o número 100. Além disso, o WhatsApp do MDHC, o Telegram do MDHC e o telefone 190 da Polícia Militar são recursos importantes para reportar esses crimes e buscar por justiça.
Denúncias também podem ser feitas diretamente em unidades de segurança, como delegacias de polícia próximas ao local do crime, Defensoria Pública e Ministério Público. É imprescindível que haja uma rede de apoio e um canal eficiente para que as vítimas de intolerância religiosa tenham seus direitos garantidos e os agressores responsabilizados. Combatendo a discriminação, construímos uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.




