Comandante da PMAM tem cinco dias para se defender em ação sobre interferência nas eleições em Parintins: abuso de poder em foco

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Justiça dá cinco dias para comandante da PMAM se defender em ação sobre interferência nas eleições em Parintins

Processo apura suposto abuso de poder político e uso da ROCAM durante disputa municipal de 2024, no município do interior do estado.

O comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Marcos Klinger dos Santos Paiva, foi citado pela Justiça Eleitoral para apresentar defesa em uma ação que investiga suposto abuso de poder político e de autoridade nas eleições municipais de 2024 em Parintins, interior do estado.

A citação foi determinada no Diário Oficial do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), sendo parte de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita na 4ª Zona Eleitoral de Parintins. O prazo para a defesa do comandante-geral é de cinco dias, contados a partir de segunda-feira (26).

A inclusão de Klinger Paiva no processo foi solicitada pela coligação “Parintins em Primeiro Lugar”, que apoiou o atual prefeito do município, Matheus Assayag (PSD). A defesa prévia do comandante-geral será uma etapa obrigatória antes do início da fase de instrução do processo, onde testemunhas serão ouvidas e provas analisadas.

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que o coronel Klinger Paiva tem colaborado com as informações necessárias aos órgãos competentes e reafirmou estar à disposição, acreditando na Justiça para esclarecer a verdade dos fatos.

A ação visa a condenação dos investigados por abuso de poder político e de autoridade, com sanções previstas pela Lei Complementar nº 64/1990, incluindo inelegibilidade por oito anos. Após a fase de defesa, a investigação seguirá em andamento.

A Operação Tupinambarana Liberta, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Manaus, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas. Os investigados tiveram proibição de acesso à Parintins e não houve prisões durante a operação.

Os indiciamentos feitos pela Polícia Federal em agosto de 2025 incluíram ex-secretários do governo estadual e comandantes de unidades policiais, acusados de organização criminosa, corrupção eleitoral e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O grupo teria beneficiado uma candidatura à Prefeitura de Parintins, com ações ilícitas como compra de votos e restrição ao direito de voto.

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