Irã rejeita intimidação dos EUA e destaca avanços militares pós-guerra de 12 dias

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DE rejeita intimidação dos EUA e reforça discurso de dissuasão militar

DE da Guarda Revolucionária afirma que ameaças não afetam o país e destaca avanços científicos após guerra de 12 dias

28 de janeiro de 2026, 09:51 h

Ahmad Vahidi, vice-comandante da Guarda Revolucionária do Irã (Foto: HispanTV)

A República Islâmica do Irã não pretende ceder a pressões externas nem se deixar intimidar por declarações de autoridades dos Estados Unidos. A posição foi reafirmada pelo vice-comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), brigadeiro-general Ahmad Vahidi, ao comentar a retórica belicosa de Washington em meio às recentes tensões internas e regionais envolvendo o país persa.

As declarações foram divulgadas pelo canal Hispantv, segundo o qual Vahidi fez as afirmações nesta quarta-feira (28), durante um evento realizado na Universidade de Teerã. A cerimônia foi dedicada à homenagem de cientistas iranianos e oficiais militares de alta patente que foram martirizados, reunindo autoridades e membros da comunidade acadêmica.

Durante seu discurso, o general foi direto ao responder às ameaças vindas de autoridades americanas, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “As declarações de autoridades americanas não nos intimidam”, afirmou Vahidi, ao destacar que o Irã seguirá fortalecendo suas capacidades defensivas diante do que classificou como retórica inflamatória.

O vice-comandante da Guarda Revolucionária ressaltou que o país registrou avanços significativos na indústria de defesa após a guerra de 12 dias iniciada em junho, envolvendo Israel e os Estados Unidos contra o território iraniano. Segundo ele, o conflito funcionou como um catalisador para o desenvolvimento científico e tecnológico no setor militar.

DE reiterou que o conflito de 12 dias lançou as bases para um grande avanço científico e um ressurgimento do Irã. O general destacou que várias ideias provenientes de diversos setores científicos do país foram transferidas para o campo das tecnologias científicas após a guerra, impulsionando a produção de equipamentos militares avançados com tecnologia moderna. DE enfatizou que a vitória e a honra do país nesse conflito fortaleceram a capacidade defensiva iraniana e serviram como incentivo para a inovação e o progresso tecnológico na área militar.

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